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quarta-feira, 19 de abril de 2017

TEATRO-PERFORMANCE NA RUA RIACHUELO

O ânus solar foto de Lauro Borges
performer Maikon K apresenta O Ânus Solar em espaço alternativo na rua riachuelo

A partir desta quarta-feira às 21h, o performer Maikon K apresenta seu mais recente trabalho, O Ânus Solar, inspirado no texto de Georges Bataille escrito em 1927. O teatro-performance acontece num imóvel vazio alugado especialmente para este trabalho, localizado na rua riachuelo n° 454, no centro de Curitiba. O Ânus Solar é realizado com o apoio do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2015 e permanece em temporada até o dia 30 de abril, de quarta a domingo, sempre às 21h.

Neste trabalho, Maikon K mistura linguagens como a performance, as artes visuais, a dança e o teatro. As cenas evocam as forças da natureza, do sexo, do primitivo e do sagrado, numa poética densa. “Dialogo com a obra de Georges Bataille, que em seus escritos aborda o erotismo, a morte e a dimensão interior da experiência humana. Eu absorvo as imagens de Bataille e crio o meu próprio Ânus Solar”, afirma Maikon K.

Ao longo da performance, Maikon K lança questões sobre o próprio fazer artístico, o porquê de ainda se fazer arte no mundo de hoje, fato que o fez escolher um local que não fosse um teatro ou espaço cultural, mas um imóvel comercial vazio, em uma rua do centro velho de Curitiba. O trabalho foi pensado para essa arquitetura específica, num edifício decadente e precário.“Quero soar como uma metralhadora que distribui balas de todos os calibres e substâncias, chegando no espectador através de palavras, imagens, sensações e sons. Também lanço mão de truques baratos e clichês”, finaliza Maikon K. Em O Ânus Solar, o performer joga com estratégias do teatro e da performance, testando diferentes formas de atuar e se relacionar com o público.

O valor da entrada é estabelecido pelo público, que pode contribuir de forma espontânea.

SERVIÇO
O Ânus Solar de Maikon K
inspirado na obra de Georges Bataille
de 19 a 30 de abril (quarta a domingo)
às 21h
rua riachuelo, 454, centro de Curitiba (estacionamento ao lado)
contribuição espontânea

página do evento, aqui


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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

PROJETO CÂMBIO DA MINHA NOSSA CIA. DE TEATRO APRESENTA O ESPETÁCULO O LEÃO NO AQUÁRIO

Com dramaturgia de Vinícius Souza e direção de Diogo Liberano, companhia curitibana estreia espetáculo no TEUNI com entrada franca / foto: Lauro Borges.
MINHA NOSSA Cia. de Teatro, criada em 2009 em Curitiba, estreia o seu novo espetáculo: O Leão no Aquário se apresenta durante três semanas, de 02 a 19 de março, sempre às 20h, no TEUNI – Teatro Experimental da Universidade Federal do Paraná, localizado no prédio histórico da instituição. A entrada é gratuita. 

Nesta nova criação, a dramaturgia do mineiro Vinicius Souza se encontra com a direção do carioca Diogo Liberano. Escrita em 2013, O Leão no Aquário apresenta uma situação inusitada para os tempos atuais: um homem, parado frente a uma parede branca, se pergunta repetidas vezes “o que está acontecendo?”. A partir deste instante de perplexidade, a dramaturgia apresenta, via fragmentos, importantes figuras na vida deste homem (a mãe, um amigo, uma mulher e o seu próprio filho). No encontro deste homem com essas alteridades, descobrimos que algo aconteceu e que o fez estar ali onde ele está agora: parado frente a uma parede, ouvindo o mundo gritando lá fora e sem força ou vontade para abrir a porta.


Na encenação dirigida por Diogo Liberano (diretor artístico e de produção da companhia carioca Teatro Inominável), após um processo colaborativo de cinco semanas nas quais o diretor esteve morando em Curitiba, o que se apresenta é um jogo em que os cinco atores da MINHA NOSSA – Felipe Custódio, Fernanda Perondi, Léo Moita, Moira Albuquerque e Val Salles – se alternam no papel dos cinco personagens (Homem, Mãe, Mulher, Amigo e Filho). É no jogo dessas mudanças de personagem que o espetáculo convida o espectador a também experimentar a possibilidade de mudar de posição. Nas palavras do diretor: durante o processo, interpretamos a trajetória desse Homem que sai de sua casa natal como uma trajetória por vezes inevitável. Porém, mais do que a aceitarmos facilmente, descobrimos também a importância de aprender a retornar para a nossa casa, cientes de que a nossa casa é tanto o lugar de onde vamos embora como também o espaço que nos gera.

Nesse sentido, mais do que simplesmente apresentar a história desse Homem que parte de sua casa natal (que poderia ser qualquer um), interessou à MINHA NOSSA encontrar e reforçar a força dos elos afetivos, sejam familiares ou entre amigos. É na manutenção dos afetos que a vida contemporânea encontra o alicerce fundamental para sobreviver frente à violência social, política e econômica. Em processo, foi-se descobrindo que aquilo que bate à porta desse Homem, aquilo que instaura nele momentos diversos de perplexidade, são justamente os noticiários que todos os dias atravessam a nossa vida íntima e privada. O Leão no Aquário pergunta: é possível se manter indiferente à vida em sociedade?

Para a MINHA NOSSA Cia. de Teatro, além da intensa troca com os dois artistas convidados, o que esta criação traz à tona é a possibilidade de perguntar ao fazer teatral qual é o seu propósito em relação às pessoas que estarão na sala de espetáculo assistindo à peça. De acordo com os criadores curitibanos, interessa olhar novamente às questões familiares, porém, com mais cuidado, noutra duração, reconhecendo que, antes de serem problemas, os dilemas familiares fazem parte de todo e qualquer ser humano, sendo por isso necessário cuidar deles ao invés de ignorá-los.

O Leão no Aquário integra a segunda etapa do Projeto Câmbio, proposta de intercâmbio artístico visando criar três espetáculos diferentes, nascidos do encontro da companhia curitibana com três diretores-dramaturgos: Dimis Jean Sores (de Curitiba/PR), Diogo Liberano (do Rio de Janeiro/RJ) e Vinicius de Souza (de Belo Horizonte/MG). Em cada uma das criações, as funções dos artistas convidados mudam, mudando o intercâmbio de experiências e gerando a criação de espetáculos com poéticas diversas das já experimentadas pela companhia.

A primeira etapa do Câmbio gerou a criação de Primavera Leste, com dramaturgia de Diogo Liberano e direção de Dimis Jean Sores, tendo estreado em abril de 2016 no Teatro Novelas Curitibanas. A última etapa do projeto estreia em 2018 tendo dramaturgia de Dimis Jean Sores e direção de Vinícius Souza, atual dramaturgo de O Leão no Aquário.

Equipe de Criação:
Dramaturgia: Vinícius Souza
Direção: Diogo Liberano
Dramatorgia: Diogo Liberano, Fernanda Perondi, Felipe Custódio, Léo Moita, Moira Albuquerque e Val Salles
Cenografia: Erica Mityko
Iluminação: Raul Freitas
Cenotécnico: Sérgio Richter
Sonoplastia: Álvaro Antonio
Figurino: Felipe Custódio e Val Salles
Costureira: Ivete Rizzardi
Fotografia: Lauro Borges
Design Gráfico: Álvaro Antonio
Colaboração Corporal: Bia Figueiredo e Renata Roel
Produção: Inés Gutiérrez
Assistência de Produção: Raul Freitas
Assessoria de Imprensa: Victor Hugo
Incentivo: Grupo Positivo
Captação de Recursos: Sauí Cultural
Realização: Minha Nossa Cia. de Teatro e Girolê Produções Artísticas

Serviço:
O Leão no Aquário
Sinopse: Perplexo, parado em frente a uma parede de sua nova casa, um homem se pergunta o que está acontecendo no mundo.

TEUNI – Teatro Experimental da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Praça Santos Andrade, 50 – Centro de Curitiba – 2º andar do Prédio Histórico da UFPR.
De 02 a 19 de março de 2017, quinta a domingo, às 20h.
Entrada franca – Classificação Indicativa: 14 anos – Duração: 60 minutos.

Contato:
Victor Hugo – Assessor de Imprensa
hugogabardo@gmail.com | (41) 996 849 506

Inés Gutiérrez – Produção
emaildaminhanossa@gmail.com | (41) 984 184 463


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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

TERRÁRIO de Maikon K



Dança privê num portal interdimensional.

Nesta terça feira, dia 1 de dezembro, o solo Terrário de Maikon K entra em cartaz no espaço alternativo Estúdio 455, Rua Floriano Essenfelder, 455 - Alto da Glória. O trabalho permanece em temporada de 1 a 13 de dezembro (terça a domingo), sempre às 20h com entrada franca.

Um terrário é um recipiente que recria as condições ambientais necessárias para um ser viver, seja um animal ou planta. Possui pelo menos uma de suas paredes feita de material transparente, que permite às pessoas observar o comportamento dos seres vivos em seu interior.

Neste trabalho solo, Maikon K parte da relação do corpo com materiais, como espelhos, areia e luz. Um corpo superexposto ao olhar do outro, multiplicado em fragmentos e estilhaços. Um corpo que se mostra e ao mesmo tempo está confinado. Terrário é sobre observar e ser observado, sem no entanto se deixar tocar. É ver sua própria imagem e não se reconhecer. Holograma de cubo e olhos.

O cenógrafo Fernando Marés criou uma estrutura que coloca o público no papel de voyeur. Olha-se através e para dentro, captando pedaços, feixes, sons. Num mundo de webcams e fotos instantâneas, capturamos, selecionamos e oferecemos nossa imagem a uma multidão de olhos. Imagem que se alastra sem controle, viral. Podemos nos comunicar com o mundo de dentro de nosso quarto, carro, banheiro, prisão. E o mundo vem até nós, fibra ótica, sorvido pelas retinas vidradas. Consumimos um mundo-imagem, e somos por ele consumidos.

Terrário também conta com a colaboração dos artistas Faetusa Tezelli (figurino), Michelle Moura (dramaturgia), Beto Kloster (som), Fábia Regina (luz) e Lauro Borges (foto). Foi realizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com incentivo da Celepar. E conta com o apoio da Kaiut Yoga.

Terrário dá continuidade à pesquisa de Maikon K iniciada em “DNA de DAN”, performance que foi selecionada pela artista Marina Abramovic para integrar a exposição Terra Comunal, em março de 2015, no Sesc Pompeia, em São Paulo. Maikon K trabalha nas fronteiras entre dança, performance e teatro.

Serviço:
Terrário de Maikon K
De 1 a 13 de dezembro, de terça a domingo às 20h
Estudio 455 (Rua Floriano Essenfelder, 455 - Alto da Glória, Curitiba)
Entrada Franca
Créditos: foto de Lauro Borges

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quinta-feira, 17 de abril de 2014

KITINÊGA É BOA OPÇÃO PARA O FERIADÃO DE PÁSCOA



Espetáculo em homenagem à atriz Odelair Rodrigues, monólogo com Kátia Horn e texto de Hélio Leites, fica em cartaz de sexta a domingo, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta

Não vai faltar uma boa peça teatral para quem ficar em Curitiba neste feriado prolongado de Páscoa. O espetáculo “Kitinêga”, que presta uma homenagem à atriz Odelair Rodrigues (1935-2003), terá presentações na sexta, sábado e domingo, sempre às 20h. Com texto de Hélio Leites e direção de Silvia Patzsch, a peça marca a estreia em monólogo de Kátia Horn (performer, artesã e artista plástica) e a abertura do inédito Espaço Excêntrico Mauro Zanatta.

Um mimo de espetáculo. Este tem sido o comentário mais ouvido na saída das apresentações, que contam sempre com dois convidados em participação especial interpretando os personagens kitineiro, um vendedor de kitinetes, e o Calendeiro, atualizador de calendários. Já contracenaram com Kátia, Mauro Zanatta, Lais Mann Fernanda Caldas Fuchs e André Daniel; Ariel Mujica e Sonia Morena e Guto Horn, entre outras legendárias atuações. As simpáticas participações trazem sempre um toque de sedução a mais para o divertido monólogo, auto definido como uma ‘comédia curitibana’.

Outro destaque é o cenário, feito por Kátia, que chama a atenção pela delicadeza e minúcia de detalhes que fazem toda a diferença. Ele é ‘vestível’ e faz parte dos trabalhos de “miniaturas gigantes” desenvolvidos por ela desde os anos 90, com suas "Instalachões de Parede" em que tudo tem uma utilidade ajustada em miniaturas, como se fosse uma casinha de bonecas de gente grande. É nesse mini espaço com mini coisas onde ela vai passar a maior parte do tempo. Mas também sairá de lá ao viver suas lembranças: a Condessa Lapeana, como ela se autodenomina, convidará o público para desfilar na Ex-Cola de Samba Unidos do Botão. “Aliado à sua linguagem humorística por vezes kitch,
criando um contexto histórico sobre a colonização Portugal-Brasil, a montagem trará este dialogo do além-mar, que eternamente nos une e nos distancia por questões culturais e sutilezas no uso da língua portuguesa”, comenta Silvia, que acaba de voltar de um intercâmbio em Portugal. Ela traz referências atuais, após seus 10 anos em terras lusas.



Povo do Botão
- O texto escrito em 1989 se utiliza de elementos do universo do Povo do Botão, movimento artístico curitibano de linguagem universal, que há quase três décadas atua valorizando o pequeno, o mínimo, sem perder de vista a comicidade do cotidiano. Leites, conhecido por seus trabalhos minuciosos como as miniaturas com caixas de fósforos, é o principal representante das experiências performáticas e cênicas do grupo, que tem vários de seus integrantes na equipe de Kitinêga.

O monólogo conta a história de uma empregada doméstica curitibana, que cansada de ser "Nega de Maloca", vai a Portugal trabalhar como atendente de idosos. Depois de vinte anos retorna ao Brasil iludida por uma pequena fortuna que, entretanto, só lhe permite a compra de uma quitinete, na região do Passeio Público. “O humor popular, a imigração, a diversidade racial e cultural são temas presentes na
montagem, que conversa com um público amplo”, diz Silvia.

Detalhes da trajetória profissional da atriz Odelair Rodrigues também são utilizados como referências: em 1952, a atriz interpretou Balbina na peça "Sinhá Moça Chorou”, na qual todos os personagens eram negro. A solução de maquiagem foi pintar todos os atores a carvão de rolha, entre eles, Ary Fontoura, René Dotti e a própria Odelair, que era negra. Em cena, Kátia Horn usa uma maquiagem que a transforma numa charmosa mulata. É a primeira vez que ela passa pelo desafio de criar um personagem completo. “Eu faço mais performances. Desta vez é diferente, tive que criar uma personagem, com uma história, achar o jeito dela, a voz”, diz, acrescentando que recebeu até consultoria de sotaque.



Ficha técnica:
Direção - Silvia Patzsch Dramaturgia - Hélio Leites
Atriz - Katia Horn
Produção - Moira Albuquerque Iluminação - Luiz Nobre Direção Musical - Guto Horn Assessoria de Sotaque – Rosário Quitério Cenário - Katia Horn Figurino - Silvia Patzsch Fotografo - Lauro Borges Captação de imagem - Gustavo Horn

Serviço:
O que: Kitinêga.
Quando: de 27 de março a 04 de maio - sextas, sábados e domingos, às 20h.
Onde: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429, Rebouças, em Curitiba).
Quanto: R$20 e R$10 Informações: (41) 3332-4361 / 3114-12 24.
Comédia. Classificação: Livre. Capacidade: 40 lugares.


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