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quarta-feira, 19 de abril de 2017

TEATRO-PERFORMANCE NA RUA RIACHUELO

O ânus solar foto de Lauro Borges
performer Maikon K apresenta O Ânus Solar em espaço alternativo na rua riachuelo

A partir desta quarta-feira às 21h, o performer Maikon K apresenta seu mais recente trabalho, O Ânus Solar, inspirado no texto de Georges Bataille escrito em 1927. O teatro-performance acontece num imóvel vazio alugado especialmente para este trabalho, localizado na rua riachuelo n° 454, no centro de Curitiba. O Ânus Solar é realizado com o apoio do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2015 e permanece em temporada até o dia 30 de abril, de quarta a domingo, sempre às 21h.

Neste trabalho, Maikon K mistura linguagens como a performance, as artes visuais, a dança e o teatro. As cenas evocam as forças da natureza, do sexo, do primitivo e do sagrado, numa poética densa. “Dialogo com a obra de Georges Bataille, que em seus escritos aborda o erotismo, a morte e a dimensão interior da experiência humana. Eu absorvo as imagens de Bataille e crio o meu próprio Ânus Solar”, afirma Maikon K.

Ao longo da performance, Maikon K lança questões sobre o próprio fazer artístico, o porquê de ainda se fazer arte no mundo de hoje, fato que o fez escolher um local que não fosse um teatro ou espaço cultural, mas um imóvel comercial vazio, em uma rua do centro velho de Curitiba. O trabalho foi pensado para essa arquitetura específica, num edifício decadente e precário.“Quero soar como uma metralhadora que distribui balas de todos os calibres e substâncias, chegando no espectador através de palavras, imagens, sensações e sons. Também lanço mão de truques baratos e clichês”, finaliza Maikon K. Em O Ânus Solar, o performer joga com estratégias do teatro e da performance, testando diferentes formas de atuar e se relacionar com o público.

O valor da entrada é estabelecido pelo público, que pode contribuir de forma espontânea.

SERVIÇO
O Ânus Solar de Maikon K
inspirado na obra de Georges Bataille
de 19 a 30 de abril (quarta a domingo)
às 21h
rua riachuelo, 454, centro de Curitiba (estacionamento ao lado)
contribuição espontânea

página do evento, aqui


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terça-feira, 11 de abril de 2017

CURITIBA MOSTRA RESISTE NO TEATRO ZÉ MARIA

Ricardo  Nolasco na peça Momo: Para Gilda com Ardor
 Após integrar a mostra oficial do Festival de Curitiba em 2017, a Curitiba Mostra permanece esta semana no teatro Zé Maria com apresentações gratuitas

Em clima de resistência, a partir de terça feira a Curitiba Mostra permanece no teatro Zé Maria em sua segunda edição com cinco espetáculos inéditos que realizam apresentações únicas de terça a domingo sempre ás 20h com entrada gratuita.

A mostra reúne trabalhos autorais através de criações compartilhadas em cinco espetáculos inéditos. A partir da obra dos escritores curitibanos Jamil Snege e Luci Collin, da obra de Eduardo Galeano, bem como uma evocação à travesti Gilda, a proposta da mostra é articular pensadores e artistas em distintas parcerias e formatos de criação, com forte caráter político e histórico.

Segundo os idealizadores do projeto, a atriz e diretora Nena Inoue, e o diretor Gabriel Machado: "Essa edição é um contragolpe aos retrocessos correntes. Re-existiremos com arte e festa a esta caretice, a estes tempos sombrios".

Nena Inoue, além de idealizadora, participa da mostra com o espetáculo Para não morrer, seu primeiro solo em quase 40 anos de carreira, uma parceria inusitada com a preparadora vocal Babaya e o jovem escritor e crítico Francisco Mallmann, que inspirada na obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano, aborda temáticas femininas e feministas atreladas a questões políticas, especialmente da América Latina.

Também partindo do universo feminino, as artistas Helena de Jorge Portela, Catharine Moreira e Giorgia Conceição, apresentam \todas/, espetáculo inspirado na obra da curitibana Luci Collin. O espetáculo será inteiramente sinalizado em libras e falado em português, e com a participação de uma mulher surda, busca incluir esta comunidade como público ativo da mostra.

Já o ator e diretor Ricardo Nolasco, realiza também seu primeiro solo Momo: Para Gilda com ardor, que é uma evocação a travesti Gilda, figura pública das ruas e do carnaval curitibano na década de 70, que pedia beijos ou moedas na Boca Maldita (centro da cidade) e foi brutalmente assassinada em 1983. O espetáculo que começa no Teatro José Maria Santos e depois sai em cortejo pelas ruas do Largo da Ordem, faz parte da pesquisa que o artista tem denominado de "O Momo" e conta com a colaboração de Daniela Passarinho, Luciano Faccini, Melina Mulazani, Leo Bassi, Leo Bardo, Marina Viana, Márcio Mattana, Leonarda Glück e Patricia Cipriano.

O premiado ator e diretor Rafael Camargo, dá continuidade a sua pesquisa sobre imobilidade e fracasso no espetáculo Eu se errei, a partir da obra de Jamil Snege, importante escritor curitibano, falecido em 2003. Rafael responde pela dramaturgia, atuação e direção e conta com a colaboração do ator Luis Melo.

Serviço:
II Curitiba Mostra - Teatro Zé Maria
De 11 a 16 de abril às 20h
Entrada gratuita

Programação:

Pão com Linguiça
11 e 12 de abril às 20h

Com qual música você morreria de amor? Com qual música você atravessaria um luto? Com qual música você sobreveviria a um golpe? De Banda Calipso a Nina Simone, enterramos amores e esfaqueamos o espaço.

Pão com linguiça é ORDEM E PROGRESSO, carnavalização e desbunde. É um convite para morrer de amor, sobreviver a um golpe e comer linguiça. Se o corpo do bailarino é um campo de batalha, ele é também um bordel, uma festa, um circo de horrores.

Eu se errei
13 de abril às 20h
Faixa etária: livre

Escrito, dirigido e atuado por Rafael Camargo, um monólogo a partir da obra de Jamil Snege, com colaboração de Luis Melo;

Da obra de Jamil Snege, “O Turco.”
Feroz e irreverente, brilhante e cáustico o universo labiríntico de Snege constrói a dramaturgia de “Eu se errei”. A estética da inação perseguida por Rafael Camargo e sua imobilidade na cena serve de metáfora e suporte para o “fracasso” buscado por Jamil Snege. Um ator que não se move, um pássaro que não voa, um escritor que paga para escrever o que quer com o que ganha para escrever o que não quer. Errar é o maior acerto.

\todas/
DATAS: 14 de abril às 20h
Faixa etária: livre

Dramaturgia: Giorgia Conceição e Helena de Jorge Portela, livremente baseada na obra de Luci Collin; Direção: Giorgia Conceição; Atuação: Helena de Jorge Portela.

Três mulheres se encontram no plano da ficção: uma atriz, uma diretora e uma autora. No palco, elas ensaiam a criação de suas vidas. A ancestralidade e o futurismo de uma história de mulheres. Três personagens que ora se mesclam, concordam; ora dissonam, transbordam. Três momentos de vida, um encontro. \todas/ é um espetáculo que tem como estopim a obra da autora curitibana Luci Collin. As presenças da autora, atriz e diretora celebram àquelas \todas/ que por esses palcos da vida já passaram.

Para não morrer
DATAS: 15 de abril às 20h

Faixa etária: livre

Um solo de Nena Inoue em parceria com Babaya e dramaturgia de Francisco Mallmann, a partir da obra de Eduardo Galeano;

A dramaturgia de Francisco Mallmann, inspirada na obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano, aborda temáticas femininas e feministas atreladas a questões políticas, especialmente da América Latina. A peça apresenta uma mulher que fala e com ela, junto dela, muitas outras. Diferentes lugares, vidas e momentos históricos se mesclam em uma voz que tem urgência em dizer e a coragem de narrar, contar. Sobre uma voz que não pode mais esperar e sobre todas as coisas que querem e precisam ser ditas, por insistência, denúncia e memória. Para não morrer é corpo presente. Contragolpe. Exercício de resistência.

Momo: Para Gilda com Ardor
DATAS: 16 de abril às 20h

Faixa etária: maiores de 18 anos

Concepção e performance: Ricardo Nolasco. Colaboração: Cesar Mathew, Daniela Passarinho, Leo Bassi, Leo Bardo, Marina Viana, Leonarda Glück, Patricia Cipriano, Márcio Mattana, Luciano Faccini, Melina Mulazani, Núcleo O Estábulo de Luxo e Selvática Ações Artísticas.

Pés marcados no cimento quase duro de uma política de revitalização.
No corpo do performer entrelaçam-se mitologias,
memórias, percursos, vidas, acontecimentos.
É um recipiente alquímico – encruzilhada
- lápide sacrificial.
Carta manifesto pscicomagia rito jocoso para Curitiba
carregada de sarcasmo e ironia
um espetáculo bufo. uma tragédia pós e pré dramática
uma opereta work in progress xamã. Ditirambo.
Vida vagabunda, destino vadio, carne de carnaval.
Gilda é puro Jazz.

Equipe Curitiba Mostra
Idealização e Coordenação: Gabriel Machado e Nena Inoue; Iluminação: Beto Bruel; Design de Som/Trilha Sonora Original: Jo Mistinguett; Figurinos: Carmen Jorge; Cenografia: Ruy Almeida; Projeto Gráfico: Martin Castro; Videos: Alan Raffo; Fotografia: Marcelo Almeida; Operação de Luz: Erica Mitiko; Assistente de Produção e Comunicação: Victor Hugo; Produção: Adriano Esturilho e Samara Bark; Realização: Espaço Cênico.

Contatos:
Nena Inoue 41 99236 9466
Gabriel Machado 41 996115910
Victor Hugo 41 99684 9506. 



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terça-feira, 28 de março de 2017

CURITIBA MOSTRA

II Curitiba Mostra no Festival de Curitiba - Foto de Marcelo Almeida
CURITIBA MOSTRA
1 a 9 de abril às 20h e 22h
Teatro José Maria Santos

Em 2017, a Curitiba Mostra chega a sua segunda edição no Festival de Curitiba e reúne trabalhos autorais através de criações compartilhadas em cinco espetáculos inéditos. A partir da obra dos escritores curitibanos Jamil Snege e Luci Collin, da obra de Eduardo Galeano, bem como uma evocação à travesti Gilda, a proposta da mostra é articular pensadores e artistas em distintas parcerias e formatos de criação, com forte caráter político e histórico. Segundo os idealizadores do projeto, a atriz e diretora Nena Inoue, e o diretor Gabriel Machado: "Essa edição é um contragolpe aos retrocessos correntes. Re-existiremos com arte e festa a esta caretice, a estes tempos sombrios" .

Nena Inoue, além de idealizadora, participa da mostra com o espetáculo "Para não morrer", seu primeiro solo em quase 40 anos de carreira, uma parceria inusitada com a preparadora vocal Babaya e o jovem escritor e crítico Francisco Mallmann, que inspirada na obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano, aborda temáticas femininas e feministas atreladas a questões políticas, especialmente da América Latina.

Também partindo do universo feminino, as artistas Helena de Jorge Portela e Giorgia Conceição, apresentam \todas/, espetáculo inspirado na obra da curitibana Luci Collin. O espetáculo será inteiramente sinalizado em libras e falado em português, e com a participação de uma mulher surda, busca incluir esta comunidade como público ativo da mostra.

Já o ator e diretor Ricardo Nolasco, realiza também seu primeiro solo "Momo: Para Gilda com ardor", que é uma evocação a travesti Gilda, figura pública das ruas e do carnaval curitibano na década de 70, que pedia beijos ou moedas na Boca Maldita (centro da cidade) e foi brutalmente assassinada em 1983. O espetáculo que começa no Teatro José Maria Santos e depois sai em cortejo pelas ruas do Largo da Ordem, faz parte da pesquisa que o artista tem denominado de "O Momo" e conta com a colaboração de Daniela Passarinho, Luciano Faccini, Melina Mulazani, Leo Bassi, Marina Viana, Márcio Mattana, Leonarda Glück e Patricia Cipriano.

O premiado ator e diretor Rafael Camargo, dá continuidade a sua pesquisa sobre imobilidade e fracasso no espetáculo "Eu se errei", a partir da obra de Jamil Snege, importante escritor curitibano, falecido em 2003. Rafael responde pela dramaturgia, atuação e direção e conta com a colaboração do ator Luis Melo.

Para o encerramento, o Curitiba Mostra convida os artistas Ronie Rodrigues e Gladis Tridapalli que apresentam "Pão com Linguiça", a mais recente criação da Entretantas Conexões em Dança, e que busca se aproximar do público em um espetáculo festivo, que traz a carnavalização como forma de luta e resistência.

Além dos espetáculos inéditos a mostra conta com o Curitiba Urge, Encontrosnecessários e capitaneado pela atriz Patricia Cipriano, o bar oficial da Curitiba Mostra, que abre todos os dias às 17h, na área externa do teatro, promovendo encontros, apresentações, bate-papos e mostrando mais um pouco do que aqui se faz e resiste!

CURITIBA URGE:
1 a 9 de abril 19h
Afim de abrir mais espaço para que artistas da cidade possam mostrar seus trabalhos, foi criado o Curitiba Urge, buscando ampliar vozes e reflexões sobre o momento que vivemos. Aberto a manifestações heterogêneas de shows musicais, manifestos, performances, leituras, pequenas cenas e outras ações artísticas, a serem apresentadas na área externa do Teatro José Maria Santos. A programação já conta com a exibição de Pássaros Ruins, vídeos de poetas de Curitiba. As inscrições das propostas estão livres aos interessados.

Participe do Curitiba Urge. Inscreva seu trabalho pelo e-mail: espacocenicocuritiba@gmail.com

ENCONTROSNECESSÁRIOS
A promoção de encontros tem marcado a linha de atuação do Espaço Cênico desde seu início. Criado em 2003, o projeto Encontrosnecessários propõe um olhar sobre a criação, formação e difusão cultural, com convidados de distintas áreas.

Encontros e bate-papos que compartilham os vários olhares e vivências dos participantes e público interessado. Em seus quase 15 anos de realização, esta ação registra o que vem sendo produzido e pensado em Curitiba e em outras cidades.

Equipe Curitiba Mostra
Idealização e Coordenação: Gabriel Machado e Nena Inoue; Iluminação: Beto Bruel; Design de Som/Trilha Sonora Original: Jo Mistinguett; Figurinos: Carmen Jorge; Cenografia: Ruy Almeida; Projeto Gráfico: Martin Castro; Videos: Alan Raffo; Fotografia: Marcelo Almeida; Operação de Luz: Erica Mitiko; Assistente de Produção e Comunicação: Victor Hugo; Produção: Adriano Esturilho e Samara Bark; Realização: Espaço Cênico.

Programação:

\todas/

DATAS: 1, 4, 5 e 7 de abril
Faixa etária: maiores de 16 anos
Dramaturgia: Giorgia Conceição e Helena de Jorge Portela, livremente baseada na obra de Luci Collin; Direção: Giorgia Conceição; Atuação: Helena de Jorge Portela.

Três mulheres se encontram no plano da ficção: uma atriz, uma diretora e uma autora. No palco, elas ensaiam a criação de suas vidas. A ancestralidade e o futurismo de uma história de mulheres. Três personagens que ora se mesclam, concordam; ora dissonam, transbordam. Três momentos de vida, um encontro. \todas/ é um espetáculo que tem como estopim a obra da autora curitibana Luci Collin. As presenças da autora, atriz e diretora celebram àquelas \todas/ que por esses palcos da vida já passaram.

Momo: Para Gilda com Ardor
DATAS: 1, 2, 6 e 8 de abril
Faixa etária: maiores de 18 anos
Concepção e performance: Ricardo Nolasco. Colaboração: Daniela Passarinho, Leo Bassi, Marina Viana, Leonarda Glück, Patricia Cipriano, Márcio Mattana, Luciano Faccini, Melina Mulazani, Núcleo O Estábulo de Luxo e Selvática Ações Artísticas.

Pés marcados no cimento quase duro de uma política de revitalização.
No corpo do performer entrelaçam-se mitologias,
memórias, percursos, vidas, acontecimentos.
É um recipiente alquímico – encruzilhada
- lápide sacrificial.
Carta manifesto pscicomagia rito jocoso para Curitiba
carregada de sarcasmo e ironia
um espetáculo bufo. uma tragédia pós e pré dramática
uma opereta work in progress xamã. Ditirambo.
Vida vagabunda, destino vadio, carne de carnaval.
Gilda é puro Jazz.

Para não morrer
DATAS: 2, 3, 7 e 8 de abril
Faixa etária: maiores de 18 anos
Um solo de Nena Inoue em parceria com Babaya e dramaturgia de Francisco Mallmann, a partir da obra de Eduardo Galeano;
A dramaturgia de Francisco Mallmann, inspirada na obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano, aborda temáticas femininas e feministas atreladas a questões políticas, especialmente da América Latina. A peça apresenta uma mulher que fala e com ela, junto dela, muitas outras. Diferentes lugares, vidas e momentos históricos se mesclam em uma voz que tem urgência em dizer e a coragem de narrar, contar. Sobre uma voz que não pode mais esperar e sobre todas as coisas que querem e precisam ser ditas, por insistência, denúncia e memória. Para não morrer é corpo presente. Contragolpe. Exercício de resistência.

Eu se errei
3, 4, 5 e 6 de abril
Faixa etária: maiores de 16 anos
Escrito, dirigido e atuado por Rafael Camargo, um monólogo a partir da obra de Jamil Snege, com colaboração de Luis Melo;
Da obra de Jamil Snege, “O Turco.”
Feroz e irreverente, brilhante e cáustico o universo labiríntico de Snege constrói a dramaturgia de “Eu se errei”. A estética da inação perseguida por Rafael Camargo e sua imobilidade na cena serve de metáfora e suporte para o “fracasso” buscado por Jamil Snege. Um ator que não se move, um pássaro que não voa, um escritor que paga para escrever o que quer com o que ganha para escrever o que não quer. Errar é o maior acerto.

Programação Encontrosnecessários:
Segunda-feira 3 de abril às 17h:
Artistas Gestores em Espaços de Ação e Formação - Mediação: Nena Inoue, Babaya (BH), Gabriel Machado e outros convidados.

Terça-feira 4 de abril às 17h:

Ação na Cidade - Mediação: Ricardo Nolasco, com Erro Grupo (Floripa), Toda Deseo e Marina Viana (BH).

Quarta-feira 5 de abril às 17h:
A obra de Jamil Snege - Com Rafael Camargo, Daniel Snege, Diego Fortes e outros.

Sexta-feira 6 de abril às 17h:
Mulheres nas Artes e no Teatro Brasileiro - Mediação: Giorgia Conceição e Helena de Jorge Portela e outras convidadas.

Sábado dia 8 de abril às 17h:
Bocas Malditas - Lançamento do Bocas Malditas, site de crítica e escritos reflexivos e uma conversa-discussão sobre crítica, registro e documentação das artes cênicas em Curitiba, com Francisco Mallmann, Henrique Saidel e convidados.

ENCERRAMENTO/FESTA DA PROGRAMAÇÃO DA CURITIBA MOSTRA - O que governos fascistas têm em comum é o desejo de suprimir a alegria de seu povo. Pão com Linguiça instaura um encontro e, com uma dose de insanidade, é tentativa de evocar a alegria, o humor e uma espécie de reflexão que se dá no corpo que dança.

Pão com Linguiça é carnavalização e desbunde. É convite pra morrer de amor, sobreviver a um golpe, atravessar um luto. Se o corpo do bailarino é um campo de batalha, ele é também um bordel, um circo de horrores, uma festa.

Contatos:
Nena Inoue 41 99236 9466
Gabriel Machado 41 996115910
Victor Hugo 41 99684 9506.

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terça-feira, 14 de março de 2017

SELVÁTICA AÇÕES ARTÍSTICAS ESTREIA O ESPETÁCULO LINDA BLAIR ENTRA NA SALA NA CASA SELVÁTICA

Linda Blair Entra na Sala Foto de Amira Massabki
Comemorando cinco anos de resistência, o coletivo independente de artistas estreia espetáculo em sua sede no bairro Rebouças

Nesta sexta-feira, dia 17 de março, o coletivo curitibano Selvática Ações Artísticas apresenta em sua sede, o sobrado cor de rosa localizado no bairro Rebouças, o espetáculo inédito Linda Blair Entra na Sala. A montagem é centralizada na figura da mulher como anti-heroína: em uma sequência de cenas do cotidiano Linda está sempre em oposição a figuras masculinas. As cenas, que culminam em situações absurdas, são carregadas de mensagens feministas e evidenciam como a cultura ocidental tende a demonizar a imagem da mulher historicamente.

Escrita em 2003 pela dramaturga Leonarda Glück, Linda Blair Entra na Sala, apesar de levar no título o nome da atriz de cinema do clássico O Exorcista, foi escrito em um período em que a dramaturga assistia ao filme O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski, em que uma mulher sempre é levada ao erro por seus parceiros e familiares. “Todos os planos dessa mulher fracassam e ela está presa numa situação que aparentemente não tem solução”, comenta Glück.

Segundo a autora, o próprio título do texto é uma brincadeira com o fato de a atriz Linda Blair ter ficado por anos estigmatizada por um único filme e posteriormente “ficar presa numa maldita trap do sistema fazendo participações especiais e filmes de menor visibilidade”.

O ponto inicial do projeto foi em 2015 no evento "Clássicos Inéditos de Leonarda Glück", um ciclo de leituras dramáticas promovido pelos artistas da Casa Selvática, evento esse que apresentava ao público diversos dos textos de Leonarda, que é a primeira dramaturga transgênera a ser publicada no país.

A encenação, assinada pela artista selvática Semy Monastier, carrega um universo de referências pop que vão, além da óbvia Linda Blair.

Equipe de Criação
Texto: Leonarda Glück
Direção: Semy Monastier
Elenco: Patricia Cipriano, Lucas Tatarin, Matheus Henrique e Victor Hugo
Sonoplastia: Jo Mistinguett
Iluminação: Fábia Regina
Imagens: Amira Massabki

Serviço:
LINDA BLAIR ENTRA NA SALA
De 17 a 26 de Março sempre às 20h na Casa Selvática
Rua Nunes Machado, 950 - Rebouças, Curitiba
R$20 e R$10 (meia entrada)
www.selvatica.art.br
Confira a página do evento, aqui

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

PROJETO CÂMBIO DA MINHA NOSSA CIA. DE TEATRO APRESENTA O ESPETÁCULO O LEÃO NO AQUÁRIO

Com dramaturgia de Vinícius Souza e direção de Diogo Liberano, companhia curitibana estreia espetáculo no TEUNI com entrada franca / foto: Lauro Borges.
MINHA NOSSA Cia. de Teatro, criada em 2009 em Curitiba, estreia o seu novo espetáculo: O Leão no Aquário se apresenta durante três semanas, de 02 a 19 de março, sempre às 20h, no TEUNI – Teatro Experimental da Universidade Federal do Paraná, localizado no prédio histórico da instituição. A entrada é gratuita. 

Nesta nova criação, a dramaturgia do mineiro Vinicius Souza se encontra com a direção do carioca Diogo Liberano. Escrita em 2013, O Leão no Aquário apresenta uma situação inusitada para os tempos atuais: um homem, parado frente a uma parede branca, se pergunta repetidas vezes “o que está acontecendo?”. A partir deste instante de perplexidade, a dramaturgia apresenta, via fragmentos, importantes figuras na vida deste homem (a mãe, um amigo, uma mulher e o seu próprio filho). No encontro deste homem com essas alteridades, descobrimos que algo aconteceu e que o fez estar ali onde ele está agora: parado frente a uma parede, ouvindo o mundo gritando lá fora e sem força ou vontade para abrir a porta.


Na encenação dirigida por Diogo Liberano (diretor artístico e de produção da companhia carioca Teatro Inominável), após um processo colaborativo de cinco semanas nas quais o diretor esteve morando em Curitiba, o que se apresenta é um jogo em que os cinco atores da MINHA NOSSA – Felipe Custódio, Fernanda Perondi, Léo Moita, Moira Albuquerque e Val Salles – se alternam no papel dos cinco personagens (Homem, Mãe, Mulher, Amigo e Filho). É no jogo dessas mudanças de personagem que o espetáculo convida o espectador a também experimentar a possibilidade de mudar de posição. Nas palavras do diretor: durante o processo, interpretamos a trajetória desse Homem que sai de sua casa natal como uma trajetória por vezes inevitável. Porém, mais do que a aceitarmos facilmente, descobrimos também a importância de aprender a retornar para a nossa casa, cientes de que a nossa casa é tanto o lugar de onde vamos embora como também o espaço que nos gera.

Nesse sentido, mais do que simplesmente apresentar a história desse Homem que parte de sua casa natal (que poderia ser qualquer um), interessou à MINHA NOSSA encontrar e reforçar a força dos elos afetivos, sejam familiares ou entre amigos. É na manutenção dos afetos que a vida contemporânea encontra o alicerce fundamental para sobreviver frente à violência social, política e econômica. Em processo, foi-se descobrindo que aquilo que bate à porta desse Homem, aquilo que instaura nele momentos diversos de perplexidade, são justamente os noticiários que todos os dias atravessam a nossa vida íntima e privada. O Leão no Aquário pergunta: é possível se manter indiferente à vida em sociedade?

Para a MINHA NOSSA Cia. de Teatro, além da intensa troca com os dois artistas convidados, o que esta criação traz à tona é a possibilidade de perguntar ao fazer teatral qual é o seu propósito em relação às pessoas que estarão na sala de espetáculo assistindo à peça. De acordo com os criadores curitibanos, interessa olhar novamente às questões familiares, porém, com mais cuidado, noutra duração, reconhecendo que, antes de serem problemas, os dilemas familiares fazem parte de todo e qualquer ser humano, sendo por isso necessário cuidar deles ao invés de ignorá-los.

O Leão no Aquário integra a segunda etapa do Projeto Câmbio, proposta de intercâmbio artístico visando criar três espetáculos diferentes, nascidos do encontro da companhia curitibana com três diretores-dramaturgos: Dimis Jean Sores (de Curitiba/PR), Diogo Liberano (do Rio de Janeiro/RJ) e Vinicius de Souza (de Belo Horizonte/MG). Em cada uma das criações, as funções dos artistas convidados mudam, mudando o intercâmbio de experiências e gerando a criação de espetáculos com poéticas diversas das já experimentadas pela companhia.

A primeira etapa do Câmbio gerou a criação de Primavera Leste, com dramaturgia de Diogo Liberano e direção de Dimis Jean Sores, tendo estreado em abril de 2016 no Teatro Novelas Curitibanas. A última etapa do projeto estreia em 2018 tendo dramaturgia de Dimis Jean Sores e direção de Vinícius Souza, atual dramaturgo de O Leão no Aquário.

Equipe de Criação:
Dramaturgia: Vinícius Souza
Direção: Diogo Liberano
Dramatorgia: Diogo Liberano, Fernanda Perondi, Felipe Custódio, Léo Moita, Moira Albuquerque e Val Salles
Cenografia: Erica Mityko
Iluminação: Raul Freitas
Cenotécnico: Sérgio Richter
Sonoplastia: Álvaro Antonio
Figurino: Felipe Custódio e Val Salles
Costureira: Ivete Rizzardi
Fotografia: Lauro Borges
Design Gráfico: Álvaro Antonio
Colaboração Corporal: Bia Figueiredo e Renata Roel
Produção: Inés Gutiérrez
Assistência de Produção: Raul Freitas
Assessoria de Imprensa: Victor Hugo
Incentivo: Grupo Positivo
Captação de Recursos: Sauí Cultural
Realização: Minha Nossa Cia. de Teatro e Girolê Produções Artísticas

Serviço:
O Leão no Aquário
Sinopse: Perplexo, parado em frente a uma parede de sua nova casa, um homem se pergunta o que está acontecendo no mundo.

TEUNI – Teatro Experimental da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Praça Santos Andrade, 50 – Centro de Curitiba – 2º andar do Prédio Histórico da UFPR.
De 02 a 19 de março de 2017, quinta a domingo, às 20h.
Entrada franca – Classificação Indicativa: 14 anos – Duração: 60 minutos.

Contato:
Victor Hugo – Assessor de Imprensa
hugogabardo@gmail.com | (41) 996 849 506

Inés Gutiérrez – Produção
emaildaminhanossa@gmail.com | (41) 984 184 463


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domingo, 11 de dezembro de 2016

QUINTA CÍTRICA ENCERRA O ANO COM ESPECIAL FEMININO


Jussara Batista - foto: Lidia Sanae Ueta

Mulher sabe fazer humor? Essa pergunta, que para muitos pode parecer, por si só, antiquada e sexista, ainda é constante não só entre o público como para os próprios artistas que trabalham nessa área. O machismo do brasileiro também aparece no meio humorístico, por mais que pareça um ambiente descolado. É um mercado dominado por homens e poucas ainda são as mulheres que conseguem alguma projeção.

Em sua última edição deste ano, a Quinta Cítrica, evento dedicado, segundo os organizadores, a “divulgar e criar espaço para novas formas de fazer humor”, traz um elenco exclusivamente feminino. Com perspectivas e histórias muito diversas, essas artistas representam algumas diferentes vertentes do humor curitibano.

Segundo a drag queen Dalvinha Brandão, uma das organizadores, essa configuração aconteceu sem planejamento. "A gente sempre tem bastante mulheres em quase todas as edições. É uma preocupação nossa, principalmente porque geralmente elas trazem pra comédia uma visão de mundo diferente daquela que a gente vê sempre nesse meio. Mas dessa vez a gente foi convidando as pessoas que a gente queria e no final percebemos que só tinha mulher. Achamos ótimo”, conta.

E esclarece “e tem mulher em tempo integral e mulheres temporárias, porque de drag queen tem eu e a Diana Dors, uma das convidadas dessa vez”.

Além de Diana, que mantém o canal Aloka Bee no Youtube, e é conhecida por trazer referências burlescas em suas apresentações, o evento tem também três atrizes que se dedicam à pesquisa da linguagem de palhaço: Patrícia Saravy, que têm investido nesse estudo mais recentemente; Karina Pereira, integrante do grupo Palhaço Gourmet; e Luz Medeiros. O elenco da noite conta também com a participação de Anne Celli, atriz e improvisadora, ex-integrante do grupo de humor Antropofocus; e Jussara Batista, que traz sua já conhecida personagem, a professora de artes Magdalena.

Um lugar para ficar à vontade
O público que frequenta o evento é o mais diversificado possível. Victor Hugo, produtor e organizador da Quinta Cítrica conta que esses perfis vêm mudando gradativamente. “Na primeira edição, eram basicamente só os amigos e as pessoas que já frequentavam os eventos de arte que acontecem no La Bamba. Nas edições seguintes começaram a aparecer muitos casais, pessoas mais velhas, gente bem jovem, convidados de alguns artistas que apareceram em alguma edição anterior e curtiram, acabaram voltando. Vem empresário, artista, estudante, profissionais de várias áreas. Essa diversidade que vem se criando é muito legal tanto para o público quanto para os artistas, que têm a oportunidade de fazer a sua apresentação para pessoas muito diferentes”.

Outro atrativo é o próprio local, que tem um clima ao mesmo tempo de barzinho e quintal de casa, deixando as pessoas confortáveis para circular, comer, beber, conversar, sair e entrar quando quiserem. Victor conta: “O La Lamba tem o quintal e um outro espaço grande, fechado, que a gente poderia usar, caso chovesse. Até hoje sempre deu certo de não chover. Às vezes a previsão do tempo ameaçava, mas na hora as nuvens sumiam, e sempre conseguimos fazer no quintal. O público fica muito à vontade ali, é um ambiente muito agradável. Acho que isso tem contribuído muito para que as pessoas sempre tenham vontade de voltar”.


Anne Celli

SERVIÇO:
Quinta Cítrica – Especial Meninas
Com: Luz Medeiros, Jussara Batista, Anne Celli, Diana Dors, Karina Pereira, Patrícia Saravy
Apresentação: Dalvinha Brandão
Produção: Victor Hugo
Dia 15 de dezembro.
Abertura da casa: 19h
Início das apresentações: 20h
Entrada: R$15 (valor único)
Espaço Cultural La Bamba, R. São Pedro, 479 – Cabral, Curitiba
Tel.: 41 3148-0479
Evento no Facebook: aqui

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segunda-feira, 25 de julho de 2016

LEITURAS COM A INOMINÁVEL: DRAMATURGIA EM DISCUSSÃO



O Projeto Leituras com a Inominável: dramaturgia em discussão busca compartilhar sua pesquisa dramatúrgica com a comunidade, organizando encontros de leitura de textos teatrais de autores nacionais e internacionais. A cada encontro a companhia recebe um convidado da cena artística paranaense, que sugere uma peça dentre as suas favoritas para discussão.

A convidada desta edição é a atriz/cantora/performer e diva selvática Patricia Cipriano que propõe a leitura do texto "LINDA BLAIR ENTRA NA SALA", da dramaturga curitibana Leonarda Glück. Leitura que será feira junto com os artistas:
Victor Hugo, Ricardx Nolascx e Rafael Di Lari.

Serviço:
Dia 26 de julho, terça, a partir das 19h30 no Palacete Wolf (Praça Garibaldi, 7 - Setor Histórico, Curitiba). Entrada Gratuita! 


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