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terça-feira, 11 de abril de 2017

CURITIBA MOSTRA RESISTE NO TEATRO ZÉ MARIA

Ricardo  Nolasco na peça Momo: Para Gilda com Ardor
 Após integrar a mostra oficial do Festival de Curitiba em 2017, a Curitiba Mostra permanece esta semana no teatro Zé Maria com apresentações gratuitas

Em clima de resistência, a partir de terça feira a Curitiba Mostra permanece no teatro Zé Maria em sua segunda edição com cinco espetáculos inéditos que realizam apresentações únicas de terça a domingo sempre ás 20h com entrada gratuita.

A mostra reúne trabalhos autorais através de criações compartilhadas em cinco espetáculos inéditos. A partir da obra dos escritores curitibanos Jamil Snege e Luci Collin, da obra de Eduardo Galeano, bem como uma evocação à travesti Gilda, a proposta da mostra é articular pensadores e artistas em distintas parcerias e formatos de criação, com forte caráter político e histórico.

Segundo os idealizadores do projeto, a atriz e diretora Nena Inoue, e o diretor Gabriel Machado: "Essa edição é um contragolpe aos retrocessos correntes. Re-existiremos com arte e festa a esta caretice, a estes tempos sombrios".

Nena Inoue, além de idealizadora, participa da mostra com o espetáculo Para não morrer, seu primeiro solo em quase 40 anos de carreira, uma parceria inusitada com a preparadora vocal Babaya e o jovem escritor e crítico Francisco Mallmann, que inspirada na obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano, aborda temáticas femininas e feministas atreladas a questões políticas, especialmente da América Latina.

Também partindo do universo feminino, as artistas Helena de Jorge Portela, Catharine Moreira e Giorgia Conceição, apresentam \todas/, espetáculo inspirado na obra da curitibana Luci Collin. O espetáculo será inteiramente sinalizado em libras e falado em português, e com a participação de uma mulher surda, busca incluir esta comunidade como público ativo da mostra.

Já o ator e diretor Ricardo Nolasco, realiza também seu primeiro solo Momo: Para Gilda com ardor, que é uma evocação a travesti Gilda, figura pública das ruas e do carnaval curitibano na década de 70, que pedia beijos ou moedas na Boca Maldita (centro da cidade) e foi brutalmente assassinada em 1983. O espetáculo que começa no Teatro José Maria Santos e depois sai em cortejo pelas ruas do Largo da Ordem, faz parte da pesquisa que o artista tem denominado de "O Momo" e conta com a colaboração de Daniela Passarinho, Luciano Faccini, Melina Mulazani, Leo Bassi, Leo Bardo, Marina Viana, Márcio Mattana, Leonarda Glück e Patricia Cipriano.

O premiado ator e diretor Rafael Camargo, dá continuidade a sua pesquisa sobre imobilidade e fracasso no espetáculo Eu se errei, a partir da obra de Jamil Snege, importante escritor curitibano, falecido em 2003. Rafael responde pela dramaturgia, atuação e direção e conta com a colaboração do ator Luis Melo.

Serviço:
II Curitiba Mostra - Teatro Zé Maria
De 11 a 16 de abril às 20h
Entrada gratuita

Programação:

Pão com Linguiça
11 e 12 de abril às 20h

Com qual música você morreria de amor? Com qual música você atravessaria um luto? Com qual música você sobreveviria a um golpe? De Banda Calipso a Nina Simone, enterramos amores e esfaqueamos o espaço.

Pão com linguiça é ORDEM E PROGRESSO, carnavalização e desbunde. É um convite para morrer de amor, sobreviver a um golpe e comer linguiça. Se o corpo do bailarino é um campo de batalha, ele é também um bordel, uma festa, um circo de horrores.

Eu se errei
13 de abril às 20h
Faixa etária: livre

Escrito, dirigido e atuado por Rafael Camargo, um monólogo a partir da obra de Jamil Snege, com colaboração de Luis Melo;

Da obra de Jamil Snege, “O Turco.”
Feroz e irreverente, brilhante e cáustico o universo labiríntico de Snege constrói a dramaturgia de “Eu se errei”. A estética da inação perseguida por Rafael Camargo e sua imobilidade na cena serve de metáfora e suporte para o “fracasso” buscado por Jamil Snege. Um ator que não se move, um pássaro que não voa, um escritor que paga para escrever o que quer com o que ganha para escrever o que não quer. Errar é o maior acerto.

\todas/
DATAS: 14 de abril às 20h
Faixa etária: livre

Dramaturgia: Giorgia Conceição e Helena de Jorge Portela, livremente baseada na obra de Luci Collin; Direção: Giorgia Conceição; Atuação: Helena de Jorge Portela.

Três mulheres se encontram no plano da ficção: uma atriz, uma diretora e uma autora. No palco, elas ensaiam a criação de suas vidas. A ancestralidade e o futurismo de uma história de mulheres. Três personagens que ora se mesclam, concordam; ora dissonam, transbordam. Três momentos de vida, um encontro. \todas/ é um espetáculo que tem como estopim a obra da autora curitibana Luci Collin. As presenças da autora, atriz e diretora celebram àquelas \todas/ que por esses palcos da vida já passaram.

Para não morrer
DATAS: 15 de abril às 20h

Faixa etária: livre

Um solo de Nena Inoue em parceria com Babaya e dramaturgia de Francisco Mallmann, a partir da obra de Eduardo Galeano;

A dramaturgia de Francisco Mallmann, inspirada na obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano, aborda temáticas femininas e feministas atreladas a questões políticas, especialmente da América Latina. A peça apresenta uma mulher que fala e com ela, junto dela, muitas outras. Diferentes lugares, vidas e momentos históricos se mesclam em uma voz que tem urgência em dizer e a coragem de narrar, contar. Sobre uma voz que não pode mais esperar e sobre todas as coisas que querem e precisam ser ditas, por insistência, denúncia e memória. Para não morrer é corpo presente. Contragolpe. Exercício de resistência.

Momo: Para Gilda com Ardor
DATAS: 16 de abril às 20h

Faixa etária: maiores de 18 anos

Concepção e performance: Ricardo Nolasco. Colaboração: Cesar Mathew, Daniela Passarinho, Leo Bassi, Leo Bardo, Marina Viana, Leonarda Glück, Patricia Cipriano, Márcio Mattana, Luciano Faccini, Melina Mulazani, Núcleo O Estábulo de Luxo e Selvática Ações Artísticas.

Pés marcados no cimento quase duro de uma política de revitalização.
No corpo do performer entrelaçam-se mitologias,
memórias, percursos, vidas, acontecimentos.
É um recipiente alquímico – encruzilhada
- lápide sacrificial.
Carta manifesto pscicomagia rito jocoso para Curitiba
carregada de sarcasmo e ironia
um espetáculo bufo. uma tragédia pós e pré dramática
uma opereta work in progress xamã. Ditirambo.
Vida vagabunda, destino vadio, carne de carnaval.
Gilda é puro Jazz.

Equipe Curitiba Mostra
Idealização e Coordenação: Gabriel Machado e Nena Inoue; Iluminação: Beto Bruel; Design de Som/Trilha Sonora Original: Jo Mistinguett; Figurinos: Carmen Jorge; Cenografia: Ruy Almeida; Projeto Gráfico: Martin Castro; Videos: Alan Raffo; Fotografia: Marcelo Almeida; Operação de Luz: Erica Mitiko; Assistente de Produção e Comunicação: Victor Hugo; Produção: Adriano Esturilho e Samara Bark; Realização: Espaço Cênico.

Contatos:
Nena Inoue 41 99236 9466
Gabriel Machado 41 996115910
Victor Hugo 41 99684 9506. 



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terça-feira, 4 de abril de 2017

COMPANHIA URUGUAIO-BRASILEIRA TRAZ DOIS ESPETÁCULOS INÉDITOS AO FESTIVAL DE CURITIBA

Foto da peça Acorda Amor
Depois de rodar festivais importantes do Brasil, de Portugal e do Uruguai, a Cia Quatro Manos vem à Curitiba pela primeira vez com os espetáculos Acorda, amor!, uma releitura inusitada do conto A Bela Adormecida, e a peça infantil Contos do Mar.

Pela primeira vez em Curitiba, a companhia uruguaio-brasileira Quatro Manos chega logo com duas apresentações durante a 26ª edição do Festival de Curitiba: uma na mostra Fringe e outra durante a Mostra SESI de Teatro Infantil. Após rodar importantes festivais de Brasil, Uruguai e Portugal, o grupo vem à capital do Paraná com Acorda, amor!, uma releitura do clássico conto de fadas A bela adormecida direcionada ao público adulto, e a peça infantil Contos do Mar.

Solo da atriz uruguaia Florencia Santángelo, Acorda, amor! usa uma narrativa pouco convencional para lançar um olhar ao mesmo tempo particular e universal sobre aspectos básicos do ser humano — seus medos, suas fragilidades, suas convicções. O espetáculo tem direção do carioca Marcos Camelo e as sessões são nos dias 8 e 9 de abril, às 21h e às 12h, respectivamente, no Mini-Guaíra. Os ingressos custam R$ 20.

Além de Acorda, amor!, a Cia Quatro Manos traz para Curitiba a peça Contos do Mar, parte da Cena Criança da Mostra SESI de Teatro Infantil. No espetáculo, Santángelo e Camelo são atores-narradores passeando pelo universo fantástico de contos tradicionais de Brasil, Japão, Itália e Hungria.

A peça tem o mar como o fio condutor entre todos os seus inusitados personagens: uma princesa cujo bem mais precioso é um aquário no qual vive um animal misterioso, um jovem príncipe que enfrenta os perigos do mar para resgatar seus irmãos e uma poderosa rainha do mar, que é cruel e vingativa, mas também acolhedora e se apaixona. A peça conta com direção de Flávio Souza e terá sessões nos dias 6 e 7 de abril, sempre às 16h, no Teatro SESI Portão. A entrada é franca.

E atenção: no dia 8 de abril, data da estreia de Acorda, amor!, a Cia Quatro Manos vai realizar uma intervenção para divulgar a peça. Fique atento a todos os detalhes do universo humano quando caminhar pela região do Teatro Guaíra neste dia.

CIA QUATRO MANOS

Formada em 2012 pelos atores e palhaços Marcos Camelo (Rio de Janeiro, Brasil) e Florencia Santángelo (Uruguai), a Cia Quatro Manos tem como premissas utilizar o jogo como ferramenta para a composição dramática, buscar estados por meio do corpo do ator e ressignificar o espaço cênico pela ação.

A dupla trabalha a partir de textos não dramáticos e, com interesse especial pela construção de uma dramaturgia autoral e contemporânea, leva aos palcos os princípios da atuação do palhaço misturados a outras linguagens, como solo narrativo e teatro físico.

SERVIÇO:


Foto da peça Contos do Mar

Espetáculo: Acorda, amor!
Apresentações: 08/04 (21h) e 09/04 (12h).
Local: Mini-Guaíra, Auditório Glauco Flores de Sá Britto — Rua Amintas de Barros, s/n, Centro.
Ingressos: R$ 20.

Espetáculo: Contos do Mar
Apresentações: 06/04 e 07/04, sempre às 16h.
Local: Teatro SESI Portão — Rua Padre Leonardo Nunes, 180, Portão, em Curitiba.
Entrada gratuita.

CONTATO PARA IMPRENSA: Douglas Ciriaco
ciriaco87@gmail.com | (41) 98488-7713

Skype: douglas.ciriaco​

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segunda-feira, 27 de março de 2017

ENTRETANTAS CONEXÃO EM DANÇA APRESENTA: PÃO COM LINGUIÇA

Pão com linguiça / foto: Paulinha Kozlowski
Entretantas Conexão em Dança Apresenta: PÃO COM LINGUIÇA

Curitiba recebe, a partir do dia 9 de abril, o mais novo trabalho da Entretantas Conexão em Dança: Pão com Linguiça. A peça se apresenta no Teatro José Maria Santos, com entrada franca e na Cia dos Palhaços, com entrada a preços populares.

O trabalho teve seu início com as seguintes questões lançadas a 32 pessoas, por e-mail: Com qual música você morreria de amor? Com qual musica você atravessaria um luto? Com qual música você sobreviveria a um golpe?

Todas essas músicas/respostas provocaram a criação do trabalho. Da Banda Calypso à Nina Simone, enterram-se amores e esfaqueia-se o espaço.

A peça, que tem em cena os artistas: Gládis Tridapalli, Ronie Rodrigues, Claudinho Castro e Dalvinha Brandão, instaura ORDEM E PROGRESSO e evoca alegria e luto. O humor, questão trabalhada pelo coletivo, se dá no corpo que dança e na relação com público.

Pão com Linguiça é carnavalização e desbunde. É um convite para morrer de amor, sobreviver a um golpe e comer linguiça. Se o corpo do bailarino é um campo de batalha, ele é também um bordel, uma festa, um circo de horrores.

Além do processo de criação e 10 apresentações do trabalho, o projeto propõe ações voltadas ao público, como residências, um bate-papo e conta com a colaboração dos artistas: Wagner Schwuartz, Cinthia Kunifas, Luana Navarro, Camila Jorge, Ariadne Lipinski, Má Ribeiro.

Este é o décimo trabalho do coletivo.

Pão com Linguiça foi contemplado com o Prêmio FUNARTE Klauss Vianna de Dança 2015/2016 – gestão Dilma Rousseff

SOBRE
ENTRATANTAS CONEXÕES EM DANÇA
A Entretantas Conexão em Dança é um coletivo curitibano criado em 2008. Tem como artistas co-fundadores Gladis Tridapalli, Ludmila Aguiar, Mabile Borsatto, Raquel Bombieri e Ronie Rodrigues. Entre os principais trabalhos apresentados no Brasil e no exterior estão: De Maçãs e Cigarros, Samambaia: prima da Monalisa, Próximas Distâncias, Swingnificado, Cachaça sem rótulo e Nosso lindo balão azul.

PÃO COM LINGUIÇA
Ficha técnica:
Criação e Performance Gladis Triadapalli e Ronie Rodrigues
Participação Especial Claudinho Castro e Dalvinha Brandão
Colaboradores Artísticos Cinthia Kunifas, Luana Navarro e Wagner Schwartz
Criação sonora: Gustavo Bittencourt
Iluminação Erica Takahashi
Consultoria de Figurino Luciana Navarro
Designer Gráfico Ulisses Sato
Aulas Provocadoras Ariadne Lipinski, Giorgia Conceição, Camila Jorge, Má Ribeiro e Janaína Matter
Fotografia Paulinha Kozlowski
Assessoria de imprensa: Fernando de Proença
Realização Entretantas Conexão em dança

SERVIÇO:
PÃO COM LINGUIÇA
TEATRO JOSÉ MARIA SANTOS (Rua Treze de Maio, 655 - centro de Curitiba)
Dias: 09/4 (domingo) às 19 horas
(dentro da Programação da II Curitiba Mostra – Festival de Curitiba)
11/4 (terça feira) – às 20 horas
12/4 (quarta feira) 20 horas
18/4 (terça) – às 20 horas
20/4 (quinta) - às 20 horas
22/4 (sábado) - às 20 horas

ENTRADA FRANCA – 30 pessoas por sessão (retirar o ingresso 1 hora antes na bilheteria do Teatro) 


CIA DOS PALHAÇOS
(Al. Princesa Izabel, 465, centro de Curitiba)
15/4 (sábado) às 20 horas
Entrada R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia) – 30 pessoas por sessão

FAP – FACULDADE DE ARTES DO PARANÁ
Dias 26, 27 e 28 de abril (quarta, quinta e sexta)
(dentro do Projeto Social FAP)
Duração 45 minutos
Classificação etária 16 anos

AGENDAMENTO DE ENTREVISTA E MAIS INFORMAÇÕES:
Fernando de Proença (41) 9 99965292 


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RELEITURA DE “ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS” PROPÕE AOS JOVENS “ENCARAR O MUNDO DE FRENTE”



Coelho Branco, Rainha de Copas, Chapeleiro Maluco, Lebre de Março! São os personagens do famoso romance de Lewis Carrol “Alice no País das Maravilhas”, que chegam à mostra FRINGE do 26o Festival de Teatro de Curitiba.

“Alice, Uma Quase Ópera Punk-Rock Contemporânea” é um espetáculo feito por jovens para jovens. São vinte e cinco atores da “Cia Poéticas da Cena Contemporânea” (ES), em uma linguagem ousada e híbrida, que lança mão de projeções, coralidade, multiplicação de personagens e performatividade, além de uma trilha sonora marcante.

São muitas as questões que “Alice” suscita na formação de um jovem. Entre elas, a perspectiva de encontrar um lugar em um mundo que, muitas vezes, nos parece inóspito. A protagonista é uma garota que enfrenta esta questão com coragem e determinação, não se acanhando frente a estranheza de seus personagens e gratuidade de certas relações sociais. Este mundo, também metafórico de nosso interior, precisa ser reconhecido e elaborado, para que um lugar seja nele construído.

A Cia Poéticas da Cena Contemporânea dedica-se à pesquisa da linguagem cênica na Universidade Vila Velha (ES). As apresentações fazem parte do projeto “Circulação-Alice: Encare o Mundo de Frente”.

SERVIÇO:
O QUÊ: “Alice, Uma Quase Ópera Punk-Rock Contemporânea”
SINOPSE: “Alice” mistura o lírico com o cômico na poética contemporânea para contar a história de uma moça que se perde nas labaredas das suas fantasias, encontra personagens inusitados e enfrenta o seu mundo interior com coragem e determinação.
COM: Cia Poéticas da Cena Contemporânea (ES)

DATA E HORÁRIO: 01/4 as 19h e 02/04 as 10h

DURAÇÃO: 60 min

CENSURA:
Livre

ONDE: Teatro Cleon Jacques. R. Mateus Leme, 4777, São Lourenço, Curitiba– (41) 3253-2823

QUANTO: R$20,00 a meia.

SITE:
www.encareomundodefren.wixsite.com/alice
BLOG INTERATIVO: www.encareomundodefrente.blogspot.com.br/

E-mail:
encareomundodefrente@outlook.com
Contato: (27) 9.9608.7996
Fanpage da Peça, aqui
Página do
Evento, aqui


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sábado, 18 de março de 2017

FESTIVAL DE CURITIBA APRESENTA COMMEDIA DELL’ARTE À BRASILEIRA COM ESPETÁCULOS GRATUITOS



Grupo premiado coloca em cena três espetáculos de rua dirigidos por discípulo de Dario Fo e Carlo Boso

Ele é italiano de Padova radicado no Brasil e se inspira na comédia clássica de sua terra natal para pesquisar um teatro popular essencialmente brasileiro. Roberto Innocente já trabalhou com Dario Fo e Carlo Boso na Itália e, hoje, é o fundador e diretor artístico do grupo Arte da Comédia – que já tem dez anos de trajetória consagrados por premiações diversas. No Festival de Curitiba, a trupe de Innocente coloca nas ruas da capital paranaense três espetáculos: uma adaptação inédita de um texto de Flaminio Scala à realidade brasileira, a junção de dois textos da comédia italiana em uma mesma peça e uma dramaturgia original - um monólogo em máscara que precisa do povo para ser concluído.

Roberto veio da Itália para Curitiba em 2005 a convite do Teatro Guaíra para dirigir “La Boheme”. Formado em artes cênicas em Padova, ele é especialista em commedia dell’arte (estilo teatral surgido na Itália do século XVI e que fez sucesso pela Europa). Innocente criou o Grupo Arte da Comédia em 2006. Em sua trupe, lança mão de sua técnica para pesquisar um teatro com tipos genuinamente brasileiros. A companhia, que possui em seu repertório doze espetáculos, foi responsável pela montagem da primeira peça de commedia dell’arte do país direcionada especificamente para crianças.

Com quatro troféus Gralha Azul e diversas premiações em festivais de artes cênicas nacionais, o Arte da Comédia foi selecionado neste ano entre centenas de grupos da América Latina para representar o Brasil no Peru, na IX Festepe Internacional – uma mostra de teatro e performance que acontece anualmente no país. “Temos o objetivo de colocar a qualidade do teatro fechado nas ruas do Brasil e de outros países por meio de um elenco com séria formação nas técnicas do teatro popular e com participação ativa nas diferentes funções necessárias para a realização de uma peça”, explica Innocente.

Além dos três espetáculos, Roberto Innocente – que também é um dos ganhadores do Concurso de Dramaturgia do Teatro de Comédia do Paraná – participará de uma mesa de debates sobre dramaturigia dentro da programação do Festival de Curitiba.

ARTE DA COMÉDIA NO FESTIVAL DE CURITIBA

A Loucura de Isabella
Concorrente ao troféu Gralha Azul de 2017, o espetáculo “A Loucura de Isabella” é a tradução e a adaptação inédita no Brasil de um texto de Flaminio Scala (dramaturgo e diretor de uma das primeiras companhias de commedia dell’arte da Itália). O canovaccio “A Loucura de Isabella” adapta a trama e seus tipos cômicos para a realidade brasileira.

De acordo com Roberto, a escolha do texto “A Loucura de Isabella” se deu por sua importância histórica e por vir de encontro ao momento pelo qual o Brasil passa. “Além de ser um clássico da comédia mundial datado de 1600, é uma obra que, entre outros temas, fala sobre o valor da palavra e do compromisso, algo tão difícil de encontrar nos dias de hoje, tanto entre a sociedade de forma geral, quanto entre a classe política”.

Na adaptação do grupo Arte da Comédia, a indígena Isabella abandona seu marido, um coronel autoritário que a sequestrou antes do matrimônio, encantada pelo charme de um jovem burguês chamado Horácio, filho de um rico empreendedor. Para viver a sua paixão, Isabella não terá que lidar apenas com a fúria do Coronel, a moça ainda deve enfrentar a sedução de Flaminia, antiga namorada de Horácio, provando, dessa forma, se o compromisso do rapaz com ela é realmente verdadeiro.

No Festival de Curitiba:
· Dia 1º de abril, sábado, às 18h, na Praça Osório
· Dia 2 de abril, domingo, às 13h, no Memorial de Curitiba
· Dia 3 de abril, às 15h, na Praça Santos Andrade

Direção e dramaturgia: Roberto Innocente
Figurino: Sandra Francisco Canonico
Preparação Musical: Candié Marques
Preparação Vocal e de canto: Doriane Conceição
Preparação Acrobática: Fausto Franco
Elenco: Joseane Berenda, Marcelo Jorge, Marcelo Felczak, Pedro Inoue, Wenry Bueno, Gilca Rigotti, Thyane Antunes, Anidria Zienlinski, Lucas Alexandre, Paulo Chiarentini.
Elenco de apoio: Duilio de Pol, Vanessa Vzorek, Douglas Kodi, Mateus Tropo, Douglas Borba.

Miranda, Ciranda do Amor
O espetáculo “Miranda, Ciranda do Amor” adapta dois textos clássicos da comédia italiana: “Mirandolina” (título português de “La Locandiera”) e “O servidor de dois amos” (em italiano: “Il servitore di due patroni”), as duas são obras de autoria de Carlo Goldoni, renomado dramaturgo veneziano.

Miranda é dona de uma pousada. Arlequim trabalha para Miranda, mas é secretamente apaixonado por ela. Todos os que chegam na pousada, na verdade, se apaixonam por Miranda, que se aproveita disso para os seus negócios. Em certo dia, chegam à pousada um Doutor e um Capitão, que de igual forma logo se apaixonam. Ela quer demonstrar o poder feminino e, com a ajuda de Arlequim, coloca os dois em situação constrangedora. Mas, ao final, arrependida por ter exagerado, casa-se mesmo é com Arlequim.

No Festival de Curitiba:
· Dia 29 de março, quarta, às 17h, na Praça Tiradentes, em frente à Catedral
· Dia 30 de março, quinta, às 11h, na Praça Tiradentes, em frente à Catedral
· Dia 31 de março, sexta, às 11h, no Cavalo Babão

Direção e dramaturgia: Roberto Innocente
Elenco: Anidria Zienlinski (Miranda), Douglas Borba (Doutor), Lucas Alexandre Dos Santos (Capitão), Wenry Bueno (Arlequim).
Data: Terça e Quarta, 20 e 21 de dezembro.
Hora: sempre às 18h
Local: Praça Santos Andrade
Custo: Apresentações gratuitas.
Apoio: Grupo Positivo, Barracão EnCena, UFPR (Cia de Teatro Palavração), Padaria América, Restaurante Sabor da Paixão, Academia de Esgrima Mestre Kato.
Mais informações: https://www.facebook.com/arte.dacomedia


É o Povo que Sustenta o Brasil

Rosendo veio de uma pequena cidade do Ceará para ganhar a vida na região Sul do país. Agora, no entanto, o que mais ele quer é voltar para a sua querida Tauá e vai precisar da ajuda dos curitibanos para tanto. Esse cearense arretado é o protagonista do espetáculo “É o Povo que Sustenta o Brasil”, com três apresentações previstas durante o Festival de Curitiba.

A montagem poderia ser classificada como um monólogo se não fosse pelo fato de o ator Pedro Ioune, que interpreta Rosendo, ter como parceiros de cena o próprio público. “O espetáculo se desenvolve com a participação do povo. Com ele, são discutidos temas como a condição social e a situação econômica e política do Brasil. O final ainda reserva uma surpresa. A peça só pode ser concluída com o auxílio de todo o elenco, ou seja, com a ajuda do povo”, explica o diretor artístico do grupo, Roberto Innocente.

No Festival de Curitiba:
· Dia 29 de março, às 15h, no Calçadão da Rua XV
· Dia 31 de março, às 9h, no Terminal de Santa Felicidade

Custo: Apresentações gratuitas.
Duração: 35 minutos Classificação: Livre
Direção e dramaturgia: Roberto Innocente
Elenco: Pedro Ioune como Rosendo e os curitibanos como o povo.
Máscaras e adereços: Roberto Innocente. Figurino e Cenário: Equipe Arte da Comédia.
Direção Musical: Paulo Chiarentini. Design gráfico: Marcelo Leonel Felczak.
Produção: Gilca Rigotti, Thyane Antunes, Douglas Kodi.
Apoio: UFPR (Cia de Teatro Palavração), Oceânica Sportswear, Smartcom – Inteligência em Comunicação.


Mesa de Dramaturgia

· Dia 30 de março, quinta, no Colégio Estadual
· Discussão sobre dramaturgia com participação de Roberto Innocente

Grupo Arte da Comédia
Fundado em 2006 pelo diretor artístico de origem italiana Roberto Innocente, o grupo pesquisa a comédia clássica e seus tipos universais em busca de personagens e temáticas essencialmente brasileiras. Para tanto, além de pesquisar profundamente as técnicas teatrais da Commedia Dell’Arte, tem estudado os aspectos contemporâneos de composição da sociedade brasileira, assim como suas manifestações históricas, culturais e artísticas. Seguindo esta linguagem, está em seu 13º espetáculo, já viajou por diversos locais do Brasil, foi vencedor de quatro troféus Gralha Azul, recebeu diversas premiações em festivais de artes cênicas nacionais e, este ano, por meio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba, completa a sua primeira década de existência com a montagem inédita do clássico de Flaminio Scala, a Loucura de Isabella. 


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quinta-feira, 9 de março de 2017

AÇÕES LOVLOVLOV

foto: Elenize Dezgeniski

S
esi- PR apresenta AÇÕES LOVLOVLOV

além de peça dirigida por Isabel Teixeira, projeto promove ações formativas no Festival de Curitiba

Depois de uma longa temporada em Curitiba e de se apresentar no FIT (Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto), LOVLOVLOV – peça única dividida em cinco choques, retorna a Curitiba para 8 apresentações gratuitas, a partir do dia 29 de março, dentro do projeto “Ações LOVLOVLOV” que integra o Festival de Curitiba.

Além da peça, a Mostra oferece 4 oficinas sobre processo de criação da cena. Beto Bruel, Edith de Camargo, Isabel Teixeira e Fernando de Proença, Diego Marchioro e Cindy Napoli realizarão, entre prática e teoria, encontros que pensam a cena e sua construção a partir da experiência vivida na criação do trabalho, além de um diálogo com a equipe sobre processo de criação. A participação é gratuita e as inscrições devem ser feitas através do site www.rumoempreendimentosculturais.com

As apresentações e oficinas, uma realização do SESI-PR, acontecerão no Centro Cultural SESI Heitor Stockler de França, com entrada franca.

LOVLOVLOV
, uma peça única dividida em cinco choques, partiu de um estudo minucioso da vida e das cartas de amor de Carmen Miranda, ícone de um país por mais de meio século. Para além de seu talento nato e sua voz única, Carmen foi exposta em sua época como produto Made in Brazil. Relida e revisitada anos mais tarde pelos tropicalistas, ainda permanece como espelho e referência de um país que volta a tatear suas raízes e identidades em meio à escuridão que assola os dias atuais.

Num mundo onde a manipulação se esconde para além do que é visível, uma figura emblemática é exposta numa espécie de cabine/vitrine. Dois atores dividem um espaço bipartido (o público tem que escolher de que lado vai ficar, A ou B) e realizam o mesmo texto na boca de um mesmo personagem.

No Museu de Cera dos Carnes (a vitrine), dois atores, Carne 1 e Carne 2 (duas vozes para uma mesma figura), estão constantemente expostos. Na vitrine do que é criado para o consumo, os Carnes mergulham numa viagem humana e pessoal: sofrem por um amor não correspondido e transitam por diversas paisagens e patologias da paixão. Ainda há o fio do amor na confinação a que nos reduz o mundo atual, paradoxalmente globalizado? Ainda é possível sentir por conta própria? Manipulados, esquecidos, explorados, expostos, os Carnes esperam uma resposta.

LOVLOVLOV é uma peça de amor e terror.

[CORPO CRIATIVO]


dramaturgia ISABEL TEIXEIRA DIEGO MARCHIORO E FERNANDO DE PROENÇA.
direção ISABEL TEIXEIRA
elenco DIEGO MARCHIORO E FERNANDO DE PROENÇA
sonoplastia e música ao vivo EDITH DE CAMARGO.
música original NÁ OZZETTI.
arranjos e guitarras em “I Say Money I Say Mens” (Ná Ozzetti) Adeus Batucada (Silval Silva) KIKO DINUCCI
vozes em off ALICE RUIZ, CHRISTIANE DE MACEDO, CLAUDETE PEREIRA JORGE, DANILO GRANGHEIA, GEORGETTE FADEL, JOANA LOUÇÃ, MARTINA GALLARZA, SIMONE SPOLADORE, ZÉLIA DUNCAN
iluminação BETO BRUEL.
cenário e figurino PAULO VINÍCIUS.
direção de produção DIEGO MARCHIORO e CINDY NAPOLI – RUMO EMPREENDIMENTOS CULTURAIS

Realização SESI PR


SERVIÇO:
AÇÕES LOVLOVLOV
LOVLOVLOV – PEÇA ÚNICA DIVIDIDA EM CINCO CHOQUES
Centro Cultural SESI Heitor Stockler de França
(Av. Marechal Floriano Peixoto, 458, centro de Curitiba. Fone: 41 3322-2111)
gina do evento no faceboo, aqui

29/03 às 19h00
30/03 às 17h00 e às 19h00
03, 04 e 05/04 às 19h00
06/04 às 17h00 e às 19h00
*******Bate-papo com os criadores após apresentação.
Dia 05/04: às 20h00
ENTRADA FRANCA
(retirada dos ingressos, no local, 1 hora antes da apresentação)

OFICINAS
Centro Cultural SESI Heitor Stockler de França
(Av. Marechal Floriano Peixoto, 458, centro de Curitiba. Fone: 41 3322-2111)

Oficina de Iluminação com Beto Bruel
Quinta – 23/03: 14 às 18h00

Oficina de Produção, com Diego Marchioro e Cindy Napoli
Sexta – 31/03: 14 às 18h00

Oficina de Som, criação autoral e sonoplastia com Edith de Camargo
Terça – 04/04: 14 às 18h00

Oficina de Dramaturgia com Isabel Teixeira e Fernando de Proença -
“A escrita na cena“
Sexta e Sábado – 07 e 08/04: 14h00 às 18h00

TODAS AS OFICINAS SÃO GRATUITAS

Inscrições através do site: www.rumoempreeendimentosculturais.com

MAIS INFORMAÇÕES E AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS: Fernando de Proença / 41. 9 99965292

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segunda-feira, 31 de março de 2014

I MOSTRA SONORA CENA DE MÚSICA AUTORAL



Depois de 7 incríveis Encontros de Compositores, onde pudemos intercambiar muitas ideias e canções no ano passado, anunciamos um enxame de mais ideias e canções que adentrará o Festival de Curitiba: a I Mostra Sonora Cena de Música Autoral - quiçá a primeira mostra de música popular na Capela Santa Maria. Serão 9 shows e mais algumas atrações que pensamos para oxigenar a cena de música autoral da cidade.

fonte: Água Viva Concentrado Artístico


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sábado, 29 de março de 2014

MONÓLOGO PREMIADO, “CORRENTE FRIA, CORRENTE QUENTE” É DESTAQUE NO FESTIVAL DE CURITIBA COM ENTRADA GRATUITA ::: SÁBADO E DOMINGO (30)



Escrito e interpretado por Fernanda Fuchs, monólogo mostra o drama de uma menina de Okinawa, que perde o pai no mar do Japão. Com texto premiado pela Sociedade Bunkyo, em São Paulo, a peça também ganhou troféus de melhor atriz e de segundo melhor espetáculo no 4º Festival de Teatro de Paranaguá



Drama de uma menina de Okinawa, que perde o pai no mar do Japão, o monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente” é destaque no Festival de Curitiba, na mostra Fringe. Com entrada gratuita, as apresentações acontecem na Casa Hoffmann, Largo da Ordem, no dia 29 de março (sábado) às 13h e no dia 30 (domingo) às 19h.

Escrita e interpretada por Fernanda Fuchs, com direção de Hermison Nogueira e Franco Fuchs, a montagem teve seu texto premiado em São Paulo, pela Sociedade Bunkyo, e obteve troféus de melhor atriz e de segundo melhor espetáculo no 4º Festival de Teatro de Paranaguá. O espetáculo conta com figurino e cenografia de Katia Horn e iluminação de Valter Dorte.



Mar de ausências e esperas

O encontro das correntes oceânicas Oyashio (do tipo fria) e Kuroshio (quente) provoca uma abundância de peixes no Japão. Mas, na cabeça de Fernanda Fuchs, o encontro das águas gerou “Corrente Fria, Corrente Quente”. Na peça, uma jovem de Okinawa (província localizada no extremo sul do Japão) fala sobre o desaparecimento do pai, que saiu para pescar em alto-mar e nunca mais voltou. Sentado a poucos metros da atriz, o público testemunha o cotidiano da garota e o seu mergulho na elaboração da perda paterna. Como em um ritual, elementos como precisão, paciência e concisão são valorizados. Com seus movimentos e o uso de sacos de juta, Fernanda transporta os espectadores a um universo de sonho e memória.

Imaginário japonês
Nascida em Paranaguá e criada em Curitiba, Fernanda Fuchs nunca foi ao Japão. Sua peça foi criada então a partir do seu imaginário e com o auxílio de pesquisas sobre a terra do sol nascente. Aspectos geográficos serviram de inspiração tanto quanto referências artísticas japonesas, como a gravura A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai. “Nas pesquisas, a força das correntes marítimas me chamou atenção, assim como a força dos terremotos e tsunamis, desastres que parecem ser encarados com naturalidade pela população japonesa”, conta Fernanda.



Biografia de Fernanda Fuchs
Fernanda é atriz, professora de teatro, dramaturga, cantora e compositora. Parnanguara, nascida em 1990, vive em Curitiba. Como atriz, participou de peças como “Aurora da Minha Vida”, “Língua da Montanha” e “Companhia Frazão”. Desde 2012, apresenta o premiado monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente”.

Especialista em Gestão Cultural pelo Senac-PR, é formada em Licenciatura em Teatro pela Faculdade de Artes do Paraná. Como dramaturga, faz parte do Núcleo de Dramaturgia do Sesi. Estudou teatro com Hermison Nogueira e também participou de cursos com Ricardo Puccetti e Carlos Simioni, do grupo LUME, e com Fernando Sampaio, do grupo LaMínima.

Como professora, ministra aulas de teatro para alunos do ensino médio e fundamental. Estudou canto e voz com Alvaro Nadolny, maestro do Coral da UFPR, e desde 2011 estuda canto popular com a professora Ana Cascardo, no Conservatório de MPB de Curitiba. Como integrante do Coral da UFPR, fez diversas apresentações em Curitiba e Antonina. Também se apresentou como solista no projeto Afina-se, do Conservatório de MPB. Como compositora, ao lado do baterista Daniel D’Alessandro, compôs a trilha das peças “Dito e Feito” e “Companhia Frazão”.

SERVIÇO
Monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente”, no Festival de Curitiba
Texto e interpretação: Fernanda Caldas Fuchs
Direção: Hermison Nogueira e Franco Fuchs
Figurino e cenografia: Katia Horn
Iluminação: Valter Dorte
Dias: 29 de março (sábado) às 13h; 30 de março (domingo) às 19h
Local: Casa Hoffmann. Rua Claudino dos Santos, 58, Largo da Ordem, em Curitiba
Entrada gratuita
Blog do espetáculo: ww.correntefriacorrentequente.wordpress.com

Página do evento no facebook, aqui

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quarta-feira, 26 de março de 2014

MONÓLOGO PREMIADO, “CORRENTE FRIA, CORRENTE QUENTE” É DESTAQUE NO FESTIVAL DE CURITIBA COM ENTRADA GRATUITA



Escrito e interpretado por Fernanda Fuchs, monólogo mostra o drama de uma menina de Okinawa, que perde o pai no mar do Japão. Com texto premiado pela Sociedade Bunkyo, em São Paulo, a peça também ganhou troféus de melhor atriz e de segundo melhor espetáculo no 4º Festival de Teatro de Paranaguá



Drama de uma menina de Okinawa, que perde o pai no mar do Japão, o monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente” é destaque no Festival de Curitiba, na mostra Fringe. Com entrada gratuita, as apresentações acontecem na Casa Hoffmann, Largo da Ordem, no dia 29 de março (sábado) às 13h e no dia 30 (domingo) às 19h.

Escrita e interpretada por Fernanda Fuchs, com direção de Hermison Nogueira e Franco Fuchs, a montagem teve seu texto premiado em São Paulo, pela Sociedade Bunkyo, e obteve troféus de melhor atriz e de segundo melhor espetáculo no 4º Festival de Teatro de Paranaguá. O espetáculo conta com figurino e cenografia de Katia Horn e iluminação de Valter Dorte.



Mar de ausências e esperas

O encontro das correntes oceânicas Oyashio (do tipo fria) e Kuroshio (quente) provoca uma abundância de peixes no Japão. Mas, na cabeça de Fernanda Fuchs, o encontro das águas gerou “Corrente Fria, Corrente Quente”. Na peça, uma jovem de Okinawa (província localizada no extremo sul do Japão) fala sobre o desaparecimento do pai, que saiu para pescar em alto-mar e nunca mais voltou. Sentado a poucos metros da atriz, o público testemunha o cotidiano da garota e o seu mergulho na elaboração da perda paterna. Como em um ritual, elementos como precisão, paciência e concisão são valorizados. Com seus movimentos e o uso de sacos de juta, Fernanda transporta os espectadores a um universo de sonho e memória.

Imaginário japonês
Nascida em Paranaguá e criada em Curitiba, Fernanda Fuchs nunca foi ao Japão. Sua peça foi criada então a partir do seu imaginário e com o auxílio de pesquisas sobre a terra do sol nascente. Aspectos geográficos serviram de inspiração tanto quanto referências artísticas japonesas, como a gravura A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai. “Nas pesquisas, a força das correntes marítimas me chamou atenção, assim como a força dos terremotos e tsunamis, desastres que parecem ser encarados com naturalidade pela população japonesa”, conta Fernanda.



Biografia de Fernanda Fuchs
Fernanda é atriz, professora de teatro, dramaturga, cantora e compositora. Parnanguara, nascida em 1990, vive em Curitiba. Como atriz, participou de peças como “Aurora da Minha Vida”, “Língua da Montanha” e “Companhia Frazão”. Desde 2012, apresenta o premiado monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente”.

Especialista em Gestão Cultural pelo Senac-PR, é formada em Licenciatura em Teatro pela Faculdade de Artes do Paraná. Como dramaturga, faz parte do Núcleo de Dramaturgia do Sesi. Estudou teatro com Hermison Nogueira e também participou de cursos com Ricardo Puccetti e Carlos Simioni, do grupo LUME, e com Fernando Sampaio, do grupo LaMínima.

Como professora, ministra aulas de teatro para alunos do ensino médio e fundamental. Estudou canto e voz com Alvaro Nadolny, maestro do Coral da UFPR, e desde 2011 estuda canto popular com a professora Ana Cascardo, no Conservatório de MPB de Curitiba. Como integrante do Coral da UFPR, fez diversas apresentações em Curitiba e Antonina. Também se apresentou como solista no projeto Afina-se, do Conservatório de MPB. Como compositora, ao lado do baterista Daniel D’Alessandro, compôs a trilha das peças “Dito e Feito” e “Companhia Frazão”.

SERVIÇO
Monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente”, no Festival de Curitiba
Texto e interpretação: Fernanda Caldas Fuchs
Direção: Hermison Nogueira e Franco Fuchs
Figurino e cenografia: Katia Horn
Iluminação: Valter Dorte
Dias: 29 de março (sábado) às 13h; 30 de março (domingo) às 19h
Local: Casa Hoffmann. Rua Claudino dos Santos, 58, Largo da Ordem, em Curitiba
Entrada gratuita
Blog do espetáculo: ww.correntefriacorrentequente.wordpress.com

Página do evento no facebook, aqui

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quinta-feira, 28 de março de 2013

“CORRENTE FRIA, CORRENTE QUENTE”



Estreia hoje (29) no Festival de Curitiba o monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente”, a peça acontece nos dias 29 e 30 de março na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem

Em “Corrente Fria, Corrente Quente”, uma menina de Okinawa (província localizada no Sul do Japão) fala sobre o desaparecimento do seu pai, que saiu para pescar em alto-mar e nunca mais voltou.

SERVIÇO
Espetáculo “Corrente Fria, Corrente Quente”, na mostra Fringe do Festival de Curitiba.
Apresentações na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem, no dia 29 de março às 17h e no dia 30 às 19h.
Entrada gratuita.
Tempo de duração: 30 minutos.

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terça-feira, 26 de março de 2013

AS CONFUSÕES DE UMA TRUPE MAMBEMBE



Em cartaz no Fringe e na Mostra de Teatro de Rua do Sesc da Esquina, o espetáculo de rua Companhia Frazão mostra um retrato irreverente da vida de atores itinerantes. Montagem do grupo paraense Cia. do Intérprete é uma adaptação da comédia O Mambembe, de Arthur Azevedo

Peleja contínua, a vida dos grupos mambembes não mudou nada desde que o ator grego Téspis, no século VI a.C., pôs pela primeira vez uma máscara e saiu com sua carroça fazendo teatro. Sempre na estrada, em busca de comida, pouso e espaço para se apresentar, eis também a realidade dos personagens de Companhia Frazão, espetáculo de rua que será apresentado na mostra Fringe, do Festival de Curitiba, no dia 30 de março, às 11h, e no dia 31, às 12h e às 18h, em frente ao bebedouro do Largo da Ordem. A peça também fica em cartaz no dia 19 de abril, às 11h30, na Boca Maldita, pela Mostra de Teatro de Rua do Sesc da Esquina.

A montagem do grupo paranaense Companhia do Intérprete é uma adaptação da comédia O Mambembe, de Arthur Azevedo (1855 - 1908). Considerada uma das principais obras do dramaturgo maranhense, o Mambembe fez sucesso especialmente com uma montagem dirigida por Giani Ratto (1916-2005) em 1959, que trazia no elenco atores como Fernanda Montenegro e Sérgio Britto (1923-2011). “O texto de Arthur de Azevedo foi escrito em 1904, e é impressionante como continua atual. Ao contar a história de uma companhia mambembe que luta para sobreviver, a peça mostra como ainda é muito difícil a situação de quem faz teatro no Brasil”, diz o ator e diretor Elderson Melo.




Adaptação para a rua

Responsável também pela adaptação da peça, Elderson transformou um enredo longo, repleto de quiproquós, numa história mais direta, porém não menos engraçada. “O texto original tem três atos e 12 quadros, e prevê papeis para nada menos do que 70 atores! Então tive que enxugar tudo isso para que quatro atores dessem conta de seis papeis, em um único ato.” Nesse recorte, Elderson manteve o que considerou os pontos chaves da peça: a chegada da Companhia Frazão na cidadezinha de Tocos e a relação do casal de enamorados Laudelina (interpretada por Fernanda Fuchs) e Eduardo (Valter Dorte).

Os dois, assim como os personagens Esmeraldina, Pantaleão (ambos interpretados por Caroline Marzani), Frazão e Capitão (interpretados por Helder de Miranda) possuem características de figuras da Comedia dell’ Arte, estilo teatral originado na Itália, marcado pelo uso de máscaras e da improvisação. Malaquias (interpretado por Luann Vianna) é uma figura picaresca e também característica desse tipo de comédia, com a função de mobilizar e conversar diretamente com o público no decorrer da trama, servido como narrador.

Musical irreverente
Outro destaque da peça são as cenas musicais, que mesclam diversos ritmos. “A peça é bem para cima e a música não podia fugir disso. Então queremos que as pessoas cantem, dancem, batam os pés e interajam com a gente!”, destaca o músico Daniel D’Alessandro, responsável pelos arranjos e pela trilha sonora ao vivo ao lado da musicista Simone de Mello.

Entre uma música e outra e muita interação com o público, questões sérias sobre o cotidiano e o comportamento dos artistas são abordadas com leveza, já que a vontade do grupo era “fazer uma montagem divertida e que, por ser de rua, atraísse um público bem variado”, completa o ator Helder Miranda.



Para a atriz Fernanda Fuchs, os artistas que assistirem ao espetáculo têm grandes chances de se identificar com a companhia retratada. “Se for parar pra pensar, a história da Companhia Frazão é parecida com a do nosso grupo. Nós também lutamos para conseguir patrocínios, também lidamos com políticos, então é como se ríssemos da nossa desgraça. Chorar não dá!”, brinca a atriz.


Sobre a Companhia do Intérprete

Fundada em 2011, a Companhia do Intérprete reúne jovens atores e professores de teatro formados pela Faculdade de Artes do Paraná. Seus integrantes desenvolvem pesquisas voltadas especialmente para o campo da comicidade.



SERVIÇO
Espetáculo: Companhia Frazão
Grupo: Companhia do Intérprete (PR)
Direção: Elderson Melo

Datas e horários no Festival de Curitiba:
30 de março às 11h, e 31 de março às 12h e às 18h
Local: Largo da Ordem (em frente ao bebedouro)

Ingressos: Entrada gratuita

Data e horário na Mostra de Teatro de Rua do Sesc da Esquina:

19 de abril às 11h30
Local: Rua XV de Novembro (altura da Boca Maldita)

Ingressos: Entrada gratuita


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DRAMA NO MAR DO JAPÃO, NA IMAGINAÇÃO DE UMA BRASILEIRA


Com texto premiado, monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente” estreia no Festival de Curitiba. Gratuita, a peça acontece nos dias 29 e 30 de março na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem

O encontro das correntes oceânicas Oyashio (do tipo fria) e Kuroshio (quente) provoca uma abundância de peixes no Japão. Mas, na cabeça da atriz e dramaturga Fernanda Fuchs, o encontro das águas gerou “Corrente Fria, Corrente Quente”, uma história premiada em 2013 com o terceiro lugar no Concurso de Contos Bunkyo, promovido pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Serviço Social em São Paulo.

Transformado em monólogo teatral, com atuação de Fernanda e direção de Hermison Nogueira e Franco Fuchs, o espetáculo estreia na mostra Fringe do Festival de Curitiba. Com entrada gratuita, as apresentações acontecem na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem, no dia 29 de março, às 17h, e no dia 30, às 19h.



Luta cotidiana pela sobrevivência

Em “Corrente Fria, Corrente Quente”, uma menina de Okinawa (província localizada no Sul do Japão) fala sobre o desaparecimento do seu pai, que saiu para pescar em alto-mar e nunca mais voltou. Para além do trauma, a montagem busca transmitir impressões sobre como era o cotidiano da garota. O peso da rotina e do trabalho ligado à pesca é evocado indiretamente, através da manipulação de sacos de juta, oriundos do Mercado Municipal de São Paulo. Os sacos são usados como adereços, objetos de cena e cenário, que criam um universo de sonho onde a história se desenrola, sempre a poucos metros do público.




Imaginário japonês

Nascida em Paranaguá e criada em Curitiba, a atriz e dramaturga Fernanda Fuchs nunca foi ao Japão. Sua peça foi criada então a partir do seu imaginário sobre a “terra do sol nascente” e com pesquisas sobre a geografia do Japão – em especial, sobre as correntes marítimas (Oyashio, Kuroshio) que afetam a pesca no país –, e sobre elementos culturais, como a gravura “A Grande Onda de Kanagawa”. “Nas pesquisas, me chamou a atenção a força das correntes marítimas, assim como dos terremotos e tsunamis no Japão, desastres que parecem ser encarados com naturalidade pela população”, conta Fernanda.



Biografia de Fernanda Fuchs

Fernanda Fuchs, 22 anos, é atriz, professora de teatro, dramaturga, cantora e compositora. Desde 2011, faz parte da Companhia do Intérprete. Com esse grupo ela também se apresenta no Festival de Curitiba na peça “Companhia Frazão”. Estudou teatro com o diretor e ator Hermison Nogueira, atuando nas peças “Aurora da Minha Vida” e “Língua da Montanha”, dirigidas por Nogueira. Estudou canto e voz com Alvaro Naldony, maestro do Coral da UFPR. Desde 2011 é aluna do Conservatório de MPB de Curitiba e estuda canto popular com a professora Ana Cascardo. Pós-graduanda em Gestão Cultural pelo Senac, é formada em Teatro pela Faculdade de Artes do Paraná. Participou de oficinas com Ricardo Puccetti e Carlos Simioni, do grupo LUME, e com Fernando Sampaio, do grupo LaMínima. Em fevereiro de 2013, com o texto “Corrente Quente, Corrente Fria”, Fernanda foi premiada em São Paulo com o 3º lugar no 1º Concurso de Contos Bunkyo.

SERVIÇO
Espetáculo “Corrente Fria, Corrente Quente”, na mostra Fringe do Festival de Curitiba.
Apresentações na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem, no dia 29 de março às 17h e no dia 30 às 19h.
Entrada gratuita. Tempo de duração: 30 minutos.

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO
Texto e interpretação: Fernanda Fuchs. Direção: Hermison Nogueira e Franco Fuchs. Figurino e cenografia: Katia Horn. Iluminação: Marcela Mancino. Fotos: Vanessa Vzorek

CONTATOS

Fernanda Fuchs, atriz e dramaturga: fone (41) 9645-757; e-mail fcaldasfuchs@gmail.com
Hermison Nogueira, diretor: fone (41) 9610-6240; e-mail hfnogueira01@yahoo.com.br
Franco Fuchs, diretor e assessor de imprensa: fone (41) 8813-3293; e-mail francofuchs@gmail.com
Blog do espetáculo, aqui

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