Mostrando postagens com marcador Casa Selvática. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Casa Selvática. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de abril de 2017

9ª MOSTRA CENA BREVE CURITIBA – a linguagem dos grupos de teatro

Mamulengo / foto: Leo Bardo
Curitiba recebe, após quatro anos de lacuna, a 9ª Mostra Cena Breve Curitiba – a linguagem dos grupos de teatro. As ações que compõe a Mostra acontecem de 27 de abril a 1 de maio, com entrada a preços populares.

A Mostra Cena Breve iniciou sua trajetória em 2005 com o objetivo de reunir grupos que desenvolvem um trabalho de pesquisa e experimentação teatral. E se consolidou como um espaço que mobiliza artistas em diversos agrupamentos criativos, cujo objetivo principal é compartilhar com o espectador suas inquietações poéticas em formatos curtos.

Para sua 9ª edição, a Mostra apostou em um eixo curatorial que privilegia a diversidade de coletivos artísticos e a fricção entre linguagens. A cada dia são apresentadas quatro cenas de 15’ cada, intercaladas por entreatos comandados pela atriz Jussara Batista.

Em quatro dias, 16 cenas ocuparão o Teatro Zé Maria. Centenas de artistas estarão reunidos para compartilhá-las com o público. Para a edição de 2017, foram selecionados, dentre 127 projetos, os seguintes grupos: Súbita Companhia de Teatro (PR), Artista Bacana (RJ), Espaço Cênico (PR), Emcômodo Teatral (PR), Selvática Ações Artísticas (PR), Fernando de Proença e Renata Roel (PR), P.U.T.O (PR), As Bacurinhas (MG), Setra Companhia de Teatro (PR), Grupo Obragem de Teatro (PR), Cia Errante (DF), Mamulengos de Mameluri (PR), Companhia Transitória (PR), ERRO Grupo (SC), Grupo Teatral (E)xperiência Subterrânea (SC) e Princesa Ricardo (Marinelli) (PR).

Além das cenas, de 28 de abril a 01 de maio, na Sede da CiaSenhas de Teatro, haverá o “Papo Aberto”, espaço de encontro e de reflexão sobre as cenas apresentadas e as demandas do fazer teatral. Esses encontros terão a mediação de Anne Celli (PR), Fernando Villar (DF) e Natália Soldera (RS/PR). Ainda como parte das reverberações das cenas da Mostra, o crítico Valmir Santos (SP) contribuirá com textos e comentários reflexivos postados no blog mostracenabreve.blogspot.com

Com o desejo de promover diferentes trocas, encontros e cruzamentos, estará instalado no Teatro Zé Maria, durante os quatro dias de apresentações, a partir das 18h00, o bar Boteco das Vedetes, comandado pela Selvática Ações Artísticas. E, após as apresentações, o ponto de encontro será na Casa da Flor Bistrô.

O Bocas Malditas vai comandar, no dia 29 de abril, um encontro com os artistas participantes da Mostra, para ampliar discussões sobre arte e teatro, afim de, em convívio, estabelecer um lugar de fala e de troca. A iniciativa é do site Bocas Malditas.

A Mostra Cena Breve Curitiba – a linguagem dos grupos de teatro, realizou 8 edições ininterruptas de 2005 a 2012. Nestes 8 anos de existência, a Mostra apresentou 110 trabalhos de Grupos de teatro de 9 estados (PR, SC, RS, SP, RJ, MG, BA, DF, PA), totalizando 184 apresentações em Curitiba e cidades paranaenses. De 2013 a 2016 a Mostra não foi realizada por falta de patrocínio.

A cada nova edição, a Mostra revela seu potencial e sua importância na esfera das artes cênicas, pela mobilização dos grupos participantes e adesão do público. Estes aspectos contribuem para reforçar a sua inserção na cidade como ação propositiva de formação de plateia e espaço para criação artística.

O projeto 9ª Mostra Cena Breve Curitiba é realizado com o incentivo da CAIXA, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.


Das tripas coração. Foto Marcio Vasconcelos
MOSTRA CENA BREVE CURITIBA

Teatro Zé Maria
De 27 a 30/04, às 20h00
Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia entrada)

DIA 27/04/17 - QUINTA-FEIRA

CENA: Con La Carmen no te metas
Súbita Companhia de Teatro - PR

CENA: Olhei para todos os lados e não vi Deus
Artista Bacana - RJ

CENA: Para não morrer
Espaço Cênico - PR

CENA: Assembleia Geral
Emcômodo Teatral - PR

DIA 28/04/17 - SEXTA-FEIRA

CENA: Betelgeuse
Selvática Ações Artísticas - PR

CENA: Irrefreável
Fernando de Proença e Renata Roel - PR

CENA: Pour Poor Andy
P.U.T.O - PR

CENA: Calor na Bacurinha
As Bacurinhas - MG

DIA 29/04/17 - SÁBADO

CENA: A Pequena Sereia
Setra Companhia de Teatro - PR

CENA: Passio – 15’ Antes
Grupo Obragem de Teatro - PR

CENA: Pós-Frango
Cia Errante – DF

CENA: Outros Sobreviventes
Mamulengos de Mameluri - PR

DIA 30/04/17 - DOMINGO

CENA: Que bom que você entendeu que estou tão perdida quanto você
Companhia Transitória - PR

CENA: Exercícios para dias de chuva – conversa mamífera
ERRO Grupo - SC

CENA: La Belle Merde
Grupo Teatral (E)xperiência Subterrânea - SC

CENA: Das tripas coração
Princesa Ricardo (Marinelli) – PR

ENTREATOS
Com a atriz Jussara Batista

PAPO ABERTO
Na CiaSenhas de Teatro
28/04 a 01/05 às 10:30h
Com mediação de Anne Celli (PR), Fernando Villar (DF) e Natália Soldera (RS/PR)

BLOG
Participe da Mostra através do mostracenabreve.blogspot.com
Com comentários de Valmir Santos (SP)

PONTOS DE ENCONTRO
Boteco das Vedetes – 26 a 30/04 a partir das 18h no Teatro Zé Maria

Casa da Flor Bistrô - 27 a 30/04 a partir das 22h

PROGRAMAÇÃO COMPLETA NO SITE:
www.cenabrevecuritiba.com

Olhei Todos Lados / foto: Daniel Ribeiro

SERVIÇO:

Cenas

De 27 a 30/04 às 20h
Teatro Zé Maria
(Rua Treze de Maio, 655)
R$ 10,00 e 5,00
Classificação indicativa: 18anos
Informações: 3222-0355
Capacidade do teatro: 177 lugares

Papo-aberto
De 28/04 a 01/05 às 10:30h
CiaSenhas de Teatro
(Rua São Francisco, 35)
Entrada franca
Informações: 3222-0355

Pontos de Encontro
*Boteco das Vedetes – 26 a 30/04 a partir das 18h
Fundos do Zé Maria – (Rua Treze de Maio, 655)
*Casa da Flor Bistrô - 27 a 30/04 a partir das 22h
(Rua Pres. Carlos Cavalcanti, 1227, Curitiba)

AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS E MAIS INFORMAÇÕES: Fernando de Proença (41) 99996.5292 / fernandodproenca@gmail.com

.

terça-feira, 11 de abril de 2017

CURITIBA MOSTRA RESISTE NO TEATRO ZÉ MARIA

Ricardo  Nolasco na peça Momo: Para Gilda com Ardor
 Após integrar a mostra oficial do Festival de Curitiba em 2017, a Curitiba Mostra permanece esta semana no teatro Zé Maria com apresentações gratuitas

Em clima de resistência, a partir de terça feira a Curitiba Mostra permanece no teatro Zé Maria em sua segunda edição com cinco espetáculos inéditos que realizam apresentações únicas de terça a domingo sempre ás 20h com entrada gratuita.

A mostra reúne trabalhos autorais através de criações compartilhadas em cinco espetáculos inéditos. A partir da obra dos escritores curitibanos Jamil Snege e Luci Collin, da obra de Eduardo Galeano, bem como uma evocação à travesti Gilda, a proposta da mostra é articular pensadores e artistas em distintas parcerias e formatos de criação, com forte caráter político e histórico.

Segundo os idealizadores do projeto, a atriz e diretora Nena Inoue, e o diretor Gabriel Machado: "Essa edição é um contragolpe aos retrocessos correntes. Re-existiremos com arte e festa a esta caretice, a estes tempos sombrios".

Nena Inoue, além de idealizadora, participa da mostra com o espetáculo Para não morrer, seu primeiro solo em quase 40 anos de carreira, uma parceria inusitada com a preparadora vocal Babaya e o jovem escritor e crítico Francisco Mallmann, que inspirada na obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano, aborda temáticas femininas e feministas atreladas a questões políticas, especialmente da América Latina.

Também partindo do universo feminino, as artistas Helena de Jorge Portela, Catharine Moreira e Giorgia Conceição, apresentam \todas/, espetáculo inspirado na obra da curitibana Luci Collin. O espetáculo será inteiramente sinalizado em libras e falado em português, e com a participação de uma mulher surda, busca incluir esta comunidade como público ativo da mostra.

Já o ator e diretor Ricardo Nolasco, realiza também seu primeiro solo Momo: Para Gilda com ardor, que é uma evocação a travesti Gilda, figura pública das ruas e do carnaval curitibano na década de 70, que pedia beijos ou moedas na Boca Maldita (centro da cidade) e foi brutalmente assassinada em 1983. O espetáculo que começa no Teatro José Maria Santos e depois sai em cortejo pelas ruas do Largo da Ordem, faz parte da pesquisa que o artista tem denominado de "O Momo" e conta com a colaboração de Daniela Passarinho, Luciano Faccini, Melina Mulazani, Leo Bassi, Leo Bardo, Marina Viana, Márcio Mattana, Leonarda Glück e Patricia Cipriano.

O premiado ator e diretor Rafael Camargo, dá continuidade a sua pesquisa sobre imobilidade e fracasso no espetáculo Eu se errei, a partir da obra de Jamil Snege, importante escritor curitibano, falecido em 2003. Rafael responde pela dramaturgia, atuação e direção e conta com a colaboração do ator Luis Melo.

Serviço:
II Curitiba Mostra - Teatro Zé Maria
De 11 a 16 de abril às 20h
Entrada gratuita

Programação:

Pão com Linguiça
11 e 12 de abril às 20h

Com qual música você morreria de amor? Com qual música você atravessaria um luto? Com qual música você sobreveviria a um golpe? De Banda Calipso a Nina Simone, enterramos amores e esfaqueamos o espaço.

Pão com linguiça é ORDEM E PROGRESSO, carnavalização e desbunde. É um convite para morrer de amor, sobreviver a um golpe e comer linguiça. Se o corpo do bailarino é um campo de batalha, ele é também um bordel, uma festa, um circo de horrores.

Eu se errei
13 de abril às 20h
Faixa etária: livre

Escrito, dirigido e atuado por Rafael Camargo, um monólogo a partir da obra de Jamil Snege, com colaboração de Luis Melo;

Da obra de Jamil Snege, “O Turco.”
Feroz e irreverente, brilhante e cáustico o universo labiríntico de Snege constrói a dramaturgia de “Eu se errei”. A estética da inação perseguida por Rafael Camargo e sua imobilidade na cena serve de metáfora e suporte para o “fracasso” buscado por Jamil Snege. Um ator que não se move, um pássaro que não voa, um escritor que paga para escrever o que quer com o que ganha para escrever o que não quer. Errar é o maior acerto.

\todas/
DATAS: 14 de abril às 20h
Faixa etária: livre

Dramaturgia: Giorgia Conceição e Helena de Jorge Portela, livremente baseada na obra de Luci Collin; Direção: Giorgia Conceição; Atuação: Helena de Jorge Portela.

Três mulheres se encontram no plano da ficção: uma atriz, uma diretora e uma autora. No palco, elas ensaiam a criação de suas vidas. A ancestralidade e o futurismo de uma história de mulheres. Três personagens que ora se mesclam, concordam; ora dissonam, transbordam. Três momentos de vida, um encontro. \todas/ é um espetáculo que tem como estopim a obra da autora curitibana Luci Collin. As presenças da autora, atriz e diretora celebram àquelas \todas/ que por esses palcos da vida já passaram.

Para não morrer
DATAS: 15 de abril às 20h

Faixa etária: livre

Um solo de Nena Inoue em parceria com Babaya e dramaturgia de Francisco Mallmann, a partir da obra de Eduardo Galeano;

A dramaturgia de Francisco Mallmann, inspirada na obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano, aborda temáticas femininas e feministas atreladas a questões políticas, especialmente da América Latina. A peça apresenta uma mulher que fala e com ela, junto dela, muitas outras. Diferentes lugares, vidas e momentos históricos se mesclam em uma voz que tem urgência em dizer e a coragem de narrar, contar. Sobre uma voz que não pode mais esperar e sobre todas as coisas que querem e precisam ser ditas, por insistência, denúncia e memória. Para não morrer é corpo presente. Contragolpe. Exercício de resistência.

Momo: Para Gilda com Ardor
DATAS: 16 de abril às 20h

Faixa etária: maiores de 18 anos

Concepção e performance: Ricardo Nolasco. Colaboração: Cesar Mathew, Daniela Passarinho, Leo Bassi, Leo Bardo, Marina Viana, Leonarda Glück, Patricia Cipriano, Márcio Mattana, Luciano Faccini, Melina Mulazani, Núcleo O Estábulo de Luxo e Selvática Ações Artísticas.

Pés marcados no cimento quase duro de uma política de revitalização.
No corpo do performer entrelaçam-se mitologias,
memórias, percursos, vidas, acontecimentos.
É um recipiente alquímico – encruzilhada
- lápide sacrificial.
Carta manifesto pscicomagia rito jocoso para Curitiba
carregada de sarcasmo e ironia
um espetáculo bufo. uma tragédia pós e pré dramática
uma opereta work in progress xamã. Ditirambo.
Vida vagabunda, destino vadio, carne de carnaval.
Gilda é puro Jazz.

Equipe Curitiba Mostra
Idealização e Coordenação: Gabriel Machado e Nena Inoue; Iluminação: Beto Bruel; Design de Som/Trilha Sonora Original: Jo Mistinguett; Figurinos: Carmen Jorge; Cenografia: Ruy Almeida; Projeto Gráfico: Martin Castro; Videos: Alan Raffo; Fotografia: Marcelo Almeida; Operação de Luz: Erica Mitiko; Assistente de Produção e Comunicação: Victor Hugo; Produção: Adriano Esturilho e Samara Bark; Realização: Espaço Cênico.

Contatos:
Nena Inoue 41 99236 9466
Gabriel Machado 41 996115910
Victor Hugo 41 99684 9506. 



.

terça-feira, 28 de março de 2017

CURITIBA MOSTRA

II Curitiba Mostra no Festival de Curitiba - Foto de Marcelo Almeida
CURITIBA MOSTRA
1 a 9 de abril às 20h e 22h
Teatro José Maria Santos

Em 2017, a Curitiba Mostra chega a sua segunda edição no Festival de Curitiba e reúne trabalhos autorais através de criações compartilhadas em cinco espetáculos inéditos. A partir da obra dos escritores curitibanos Jamil Snege e Luci Collin, da obra de Eduardo Galeano, bem como uma evocação à travesti Gilda, a proposta da mostra é articular pensadores e artistas em distintas parcerias e formatos de criação, com forte caráter político e histórico. Segundo os idealizadores do projeto, a atriz e diretora Nena Inoue, e o diretor Gabriel Machado: "Essa edição é um contragolpe aos retrocessos correntes. Re-existiremos com arte e festa a esta caretice, a estes tempos sombrios" .

Nena Inoue, além de idealizadora, participa da mostra com o espetáculo "Para não morrer", seu primeiro solo em quase 40 anos de carreira, uma parceria inusitada com a preparadora vocal Babaya e o jovem escritor e crítico Francisco Mallmann, que inspirada na obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano, aborda temáticas femininas e feministas atreladas a questões políticas, especialmente da América Latina.

Também partindo do universo feminino, as artistas Helena de Jorge Portela e Giorgia Conceição, apresentam \todas/, espetáculo inspirado na obra da curitibana Luci Collin. O espetáculo será inteiramente sinalizado em libras e falado em português, e com a participação de uma mulher surda, busca incluir esta comunidade como público ativo da mostra.

Já o ator e diretor Ricardo Nolasco, realiza também seu primeiro solo "Momo: Para Gilda com ardor", que é uma evocação a travesti Gilda, figura pública das ruas e do carnaval curitibano na década de 70, que pedia beijos ou moedas na Boca Maldita (centro da cidade) e foi brutalmente assassinada em 1983. O espetáculo que começa no Teatro José Maria Santos e depois sai em cortejo pelas ruas do Largo da Ordem, faz parte da pesquisa que o artista tem denominado de "O Momo" e conta com a colaboração de Daniela Passarinho, Luciano Faccini, Melina Mulazani, Leo Bassi, Marina Viana, Márcio Mattana, Leonarda Glück e Patricia Cipriano.

O premiado ator e diretor Rafael Camargo, dá continuidade a sua pesquisa sobre imobilidade e fracasso no espetáculo "Eu se errei", a partir da obra de Jamil Snege, importante escritor curitibano, falecido em 2003. Rafael responde pela dramaturgia, atuação e direção e conta com a colaboração do ator Luis Melo.

Para o encerramento, o Curitiba Mostra convida os artistas Ronie Rodrigues e Gladis Tridapalli que apresentam "Pão com Linguiça", a mais recente criação da Entretantas Conexões em Dança, e que busca se aproximar do público em um espetáculo festivo, que traz a carnavalização como forma de luta e resistência.

Além dos espetáculos inéditos a mostra conta com o Curitiba Urge, Encontrosnecessários e capitaneado pela atriz Patricia Cipriano, o bar oficial da Curitiba Mostra, que abre todos os dias às 17h, na área externa do teatro, promovendo encontros, apresentações, bate-papos e mostrando mais um pouco do que aqui se faz e resiste!

CURITIBA URGE:
1 a 9 de abril 19h
Afim de abrir mais espaço para que artistas da cidade possam mostrar seus trabalhos, foi criado o Curitiba Urge, buscando ampliar vozes e reflexões sobre o momento que vivemos. Aberto a manifestações heterogêneas de shows musicais, manifestos, performances, leituras, pequenas cenas e outras ações artísticas, a serem apresentadas na área externa do Teatro José Maria Santos. A programação já conta com a exibição de Pássaros Ruins, vídeos de poetas de Curitiba. As inscrições das propostas estão livres aos interessados.

Participe do Curitiba Urge. Inscreva seu trabalho pelo e-mail: espacocenicocuritiba@gmail.com

ENCONTROSNECESSÁRIOS
A promoção de encontros tem marcado a linha de atuação do Espaço Cênico desde seu início. Criado em 2003, o projeto Encontrosnecessários propõe um olhar sobre a criação, formação e difusão cultural, com convidados de distintas áreas.

Encontros e bate-papos que compartilham os vários olhares e vivências dos participantes e público interessado. Em seus quase 15 anos de realização, esta ação registra o que vem sendo produzido e pensado em Curitiba e em outras cidades.

Equipe Curitiba Mostra
Idealização e Coordenação: Gabriel Machado e Nena Inoue; Iluminação: Beto Bruel; Design de Som/Trilha Sonora Original: Jo Mistinguett; Figurinos: Carmen Jorge; Cenografia: Ruy Almeida; Projeto Gráfico: Martin Castro; Videos: Alan Raffo; Fotografia: Marcelo Almeida; Operação de Luz: Erica Mitiko; Assistente de Produção e Comunicação: Victor Hugo; Produção: Adriano Esturilho e Samara Bark; Realização: Espaço Cênico.

Programação:

\todas/

DATAS: 1, 4, 5 e 7 de abril
Faixa etária: maiores de 16 anos
Dramaturgia: Giorgia Conceição e Helena de Jorge Portela, livremente baseada na obra de Luci Collin; Direção: Giorgia Conceição; Atuação: Helena de Jorge Portela.

Três mulheres se encontram no plano da ficção: uma atriz, uma diretora e uma autora. No palco, elas ensaiam a criação de suas vidas. A ancestralidade e o futurismo de uma história de mulheres. Três personagens que ora se mesclam, concordam; ora dissonam, transbordam. Três momentos de vida, um encontro. \todas/ é um espetáculo que tem como estopim a obra da autora curitibana Luci Collin. As presenças da autora, atriz e diretora celebram àquelas \todas/ que por esses palcos da vida já passaram.

Momo: Para Gilda com Ardor
DATAS: 1, 2, 6 e 8 de abril
Faixa etária: maiores de 18 anos
Concepção e performance: Ricardo Nolasco. Colaboração: Daniela Passarinho, Leo Bassi, Marina Viana, Leonarda Glück, Patricia Cipriano, Márcio Mattana, Luciano Faccini, Melina Mulazani, Núcleo O Estábulo de Luxo e Selvática Ações Artísticas.

Pés marcados no cimento quase duro de uma política de revitalização.
No corpo do performer entrelaçam-se mitologias,
memórias, percursos, vidas, acontecimentos.
É um recipiente alquímico – encruzilhada
- lápide sacrificial.
Carta manifesto pscicomagia rito jocoso para Curitiba
carregada de sarcasmo e ironia
um espetáculo bufo. uma tragédia pós e pré dramática
uma opereta work in progress xamã. Ditirambo.
Vida vagabunda, destino vadio, carne de carnaval.
Gilda é puro Jazz.

Para não morrer
DATAS: 2, 3, 7 e 8 de abril
Faixa etária: maiores de 18 anos
Um solo de Nena Inoue em parceria com Babaya e dramaturgia de Francisco Mallmann, a partir da obra de Eduardo Galeano;
A dramaturgia de Francisco Mallmann, inspirada na obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano, aborda temáticas femininas e feministas atreladas a questões políticas, especialmente da América Latina. A peça apresenta uma mulher que fala e com ela, junto dela, muitas outras. Diferentes lugares, vidas e momentos históricos se mesclam em uma voz que tem urgência em dizer e a coragem de narrar, contar. Sobre uma voz que não pode mais esperar e sobre todas as coisas que querem e precisam ser ditas, por insistência, denúncia e memória. Para não morrer é corpo presente. Contragolpe. Exercício de resistência.

Eu se errei
3, 4, 5 e 6 de abril
Faixa etária: maiores de 16 anos
Escrito, dirigido e atuado por Rafael Camargo, um monólogo a partir da obra de Jamil Snege, com colaboração de Luis Melo;
Da obra de Jamil Snege, “O Turco.”
Feroz e irreverente, brilhante e cáustico o universo labiríntico de Snege constrói a dramaturgia de “Eu se errei”. A estética da inação perseguida por Rafael Camargo e sua imobilidade na cena serve de metáfora e suporte para o “fracasso” buscado por Jamil Snege. Um ator que não se move, um pássaro que não voa, um escritor que paga para escrever o que quer com o que ganha para escrever o que não quer. Errar é o maior acerto.

Programação Encontrosnecessários:
Segunda-feira 3 de abril às 17h:
Artistas Gestores em Espaços de Ação e Formação - Mediação: Nena Inoue, Babaya (BH), Gabriel Machado e outros convidados.

Terça-feira 4 de abril às 17h:

Ação na Cidade - Mediação: Ricardo Nolasco, com Erro Grupo (Floripa), Toda Deseo e Marina Viana (BH).

Quarta-feira 5 de abril às 17h:
A obra de Jamil Snege - Com Rafael Camargo, Daniel Snege, Diego Fortes e outros.

Sexta-feira 6 de abril às 17h:
Mulheres nas Artes e no Teatro Brasileiro - Mediação: Giorgia Conceição e Helena de Jorge Portela e outras convidadas.

Sábado dia 8 de abril às 17h:
Bocas Malditas - Lançamento do Bocas Malditas, site de crítica e escritos reflexivos e uma conversa-discussão sobre crítica, registro e documentação das artes cênicas em Curitiba, com Francisco Mallmann, Henrique Saidel e convidados.

ENCERRAMENTO/FESTA DA PROGRAMAÇÃO DA CURITIBA MOSTRA - O que governos fascistas têm em comum é o desejo de suprimir a alegria de seu povo. Pão com Linguiça instaura um encontro e, com uma dose de insanidade, é tentativa de evocar a alegria, o humor e uma espécie de reflexão que se dá no corpo que dança.

Pão com Linguiça é carnavalização e desbunde. É convite pra morrer de amor, sobreviver a um golpe, atravessar um luto. Se o corpo do bailarino é um campo de batalha, ele é também um bordel, um circo de horrores, uma festa.

Contatos:
Nena Inoue 41 99236 9466
Gabriel Machado 41 996115910
Victor Hugo 41 99684 9506.

.

terça-feira, 14 de março de 2017

SELVÁTICA AÇÕES ARTÍSTICAS ESTREIA O ESPETÁCULO LINDA BLAIR ENTRA NA SALA NA CASA SELVÁTICA

Linda Blair Entra na Sala Foto de Amira Massabki
Comemorando cinco anos de resistência, o coletivo independente de artistas estreia espetáculo em sua sede no bairro Rebouças

Nesta sexta-feira, dia 17 de março, o coletivo curitibano Selvática Ações Artísticas apresenta em sua sede, o sobrado cor de rosa localizado no bairro Rebouças, o espetáculo inédito Linda Blair Entra na Sala. A montagem é centralizada na figura da mulher como anti-heroína: em uma sequência de cenas do cotidiano Linda está sempre em oposição a figuras masculinas. As cenas, que culminam em situações absurdas, são carregadas de mensagens feministas e evidenciam como a cultura ocidental tende a demonizar a imagem da mulher historicamente.

Escrita em 2003 pela dramaturga Leonarda Glück, Linda Blair Entra na Sala, apesar de levar no título o nome da atriz de cinema do clássico O Exorcista, foi escrito em um período em que a dramaturga assistia ao filme O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski, em que uma mulher sempre é levada ao erro por seus parceiros e familiares. “Todos os planos dessa mulher fracassam e ela está presa numa situação que aparentemente não tem solução”, comenta Glück.

Segundo a autora, o próprio título do texto é uma brincadeira com o fato de a atriz Linda Blair ter ficado por anos estigmatizada por um único filme e posteriormente “ficar presa numa maldita trap do sistema fazendo participações especiais e filmes de menor visibilidade”.

O ponto inicial do projeto foi em 2015 no evento "Clássicos Inéditos de Leonarda Glück", um ciclo de leituras dramáticas promovido pelos artistas da Casa Selvática, evento esse que apresentava ao público diversos dos textos de Leonarda, que é a primeira dramaturga transgênera a ser publicada no país.

A encenação, assinada pela artista selvática Semy Monastier, carrega um universo de referências pop que vão, além da óbvia Linda Blair.

Equipe de Criação
Texto: Leonarda Glück
Direção: Semy Monastier
Elenco: Patricia Cipriano, Lucas Tatarin, Matheus Henrique e Victor Hugo
Sonoplastia: Jo Mistinguett
Iluminação: Fábia Regina
Imagens: Amira Massabki

Serviço:
LINDA BLAIR ENTRA NA SALA
De 17 a 26 de Março sempre às 20h na Casa Selvática
Rua Nunes Machado, 950 - Rebouças, Curitiba
R$20 e R$10 (meia entrada)
www.selvatica.art.br
Confira a página do evento, aqui

.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

SELVÁTICA ESTACIONA SEU FRETE DE VEDETE NO TEATRO NOVELAS CURITIBANAS


Coletivo curitibano apresenta seu variado repertório em mostra acompanhado de um ônibus que venderá comida estacionado ao lado do teatro

É na união entre arte e gastronomia que a Selvática Ações Artísticas irá empreender seu mais novo projeto, FRETE DE VEDETE - INVASÃO SELVÁTICA NO NOVELAS CURITIBANAS, que finalizará os trabalhos do grupo no ano de 2016, ao estacionar o food bus Bistrônibus no Teatro Novelas Curitibanas do dia 24 de novembro ao 11 de dezembro. Os artistas do Espaço Cultural Casa Selvática – o sobrado cor-de-rosa mais famoso do bairro Rebouças – apresentarão seu variado repertório, construído artesanalmente ao longo dos últimos cinco anos, em mostra no Teatro Novelas Curitibanas. O Bistrônibus ficará localizado no estacionamento do teatro e venderá sanduíches e bebidas sempre das 17 horas até o início das apresentações dentro do teatro, às 20 horas, de quinta a domingo.

A programação surge do desejo dos artistas selváticos de reunir um pouco de todas as ações que o coletivo criou e produziu na Casa Selvática, espaço cultural independente gerido há quase cinco anos coletivamente pelos seus artistas residentes.

Desta forma, a primeira semana será composta pela estreia do espetáculo As Tetas de Tirésias – Por Onde Andará Nani Ashley?, estrelado pelas atrizes Leonarda Glück e Patricia Cipriano, numa proposta de obra em progresso que parte da peça homônima de Guillaume Apollinaire e pela leitura dramática de Jesus Vem de Hannover, texto de autoria da dramaturga curitibana Leonarda Glück.

Na segunda semana será vez da estreia do espetáculo inédito Cutelo Assassino - Uma Tragédia Grega de Atrocidades, criação dos artistas Ricardo Nolasco e Patricia Saravy, com dramaturgia também de Glück, e pela Feira da Ladra, espaço aberto para a venda de livros, zines e outras publicações independentes.

A terceira semana será composta, na quinta-feira, pela apresentação de cenas, números e danças eróticas do grupo de pesquisa A Reinvenção do Cabaret. Na sexta-feira terá vez o show musical Por que não tem paquita preta?, da atriz e cantora Simone Magalhães e pelo solo de dança contemporânea Coágulo, do bailarino Gabriel Machado. No sábado a performance eletroacústica SN50, de Ricardo Nolasco em parceria com a DJ e produtora musical Jo Mistinguett e pela performance Colokada, do artista Leo Bardo. A programação será encerrada no domingo, dia 11 de dezembro, com o show da banda feminina neo-punk Horrorosas Desprezíveis em Opereta de 50ml e com a quarta edição do Natal Tropical, festa apresentada pela drag queen selvática Dalvinha Brandão, que contará com a entrega do Troféu Cabeça de Chinchila, uma sátira aos prêmios de teatro e arte brasileiros, que irá agraciar os melhores e os piores do teatro curitibano na opinião da comissão soberana formada pelos artistas selváticos.

Confira detalhes da programação no site oficial da Selvática: www.selvatica.art.br

SERVIÇO:
FRETE DE VEDETE - INVASÃO SELVÁTICA NO NOVELAS CURITIBANAS
24 de novembro a 11 de dezembro às 20h - R$15,00
Bistrônibus - das 17 às 20h
Teatro Novelas Curitibanas
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222 – São Francisco – Curitiba – Paraná
ACEITAMOS CARTÕES
Frete de Vedete  - Invasão Selvática no Novelas Curitibanas. Foto de Fábia Regina

.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

MOSTRA DOCUMENTACENA

A MALDITA RAÇA HUMANA

Evento reúne apresentações de peças curitibanas, oficina de crítica e dramaturgia e lançamentos de publicações de teatro.

Curitiba sedia, de 8 a 10 de novembro, a 1ª Mostra DocumentaCena, promovida pela DocumentaCena – Plataforma de Crítica, que propõe três dias de convívio entre artistas, críticos e espectadores, aproximando essas três perspectivas fundamentais para o acontecimento teatral. A programação, gratuita, inclui apresentações de peças teatrais de artistas da cidade, conversas com os grupos, uma oficina de crítica e dramaturgia, além do lançamento de publicações especializadas em teatro. Esses encontros são um aquecimento para envolver a cidade e críticos visitantes nas atividades do Idiomas – Fórum Ibero-Americano de Crítica de Teatro, que será realizado em seguida, de 11 a 13 de novembro, na CAIXA Cultural Curitiba.

O público poderá assistir a três espetáculos curitibanos que evidenciam distintas linguagens e gerações do teatro na cidade: “Ilíada – Canto XIII”, com direção de Octávio Camargo e performance da artista Katia Horn, no dia 08, às 19h30, no Teatro do SESI Portão; “Os Pálidos”, da CiaSenhas de Teatro, com direção de Sueli Araujo, no dia 09, às 19h30, na Sede da CiaSenhas de Teatro; e “A Maldita Raça Humana”, da Companhia Teatro de Breque, com direção de Nina Rosa Sá, no dia 10, também às 19h30, no Teatro SESI Portão. Após as apresentações, os grupos convidam os espectadores a conversar sobre os trabalhos.

A programação continua com uma oficina de crítica e dramaturgia intitulada “As mãos sujas de sangue”, ministrada por Jorge Louraço, crítico e dramaturgo português, de 8 a 10 de novembro, no Centro Cultural SESI Heitor Stockler de França. Ele recebe pessoas interessadas na interlocução crítica sobre teatro para, a partir das teorias e de análises de exemplos práticos e exercícios de escrita, refletir sobre a relação entre a crítica e a dramaturgia, propondo a análise de cena a cena da peça “Macbeth”, de Shakespeare, além da reescrita de uma cena do espetáculo.

No dia 10 de novembro, às 16h, na Casa Selvática, acontece o lançamento da “Trema! Revista”, de Pernambuco, e do “Caixa de Pont[o] – Jornal de Teatro”, de Santa Catarina.

A curadoria da Mostra DocumentaCena é de Daniele Avila Small, fundadora e editora da revista eletrônica Questão de Crítica, e Luciana Romagnolli, fundadora e editora do site Horizonte da Cena. A mostra é a primeira realizada pela DocumentaCena – Plataforma de Crítica, coletivo formado pelo site Horizonte da Cena (Belo Horizonte/MG), pelo blog Satisfeita, Yolanda? (Recife/PE) e pela revista eletrônica Questão de Crítica (Rio de Janeiro/RJ), que atua desde 2013 em ações de intercâmbio entre críticos, jornalistas e pesquisadores de teatro de diferentes estados do Brasil.

A plataforma também idealiza, no mês de novembro, em Curitiba, o IDIOMAS – Fórum Ibero-Americano de Crítica de Teatro.

SOBRE AS PEÇAS:


Kátia Horn em Ilíada - Canto 13
ILÍADA – CANTO XIII
Grande mortandade feita pelos Troianos entre os Gregos. — Netuno comovido por este triste espetáculo vem em socorro dos navios Gregos. — O deus do mar desperta a coragem dos dois Ajax e dos outros combatentes. — Heitor por sua vez encoraja as suas falanges. — Teucro imola o Troiano Ímbrio — Feitos dos dois Ajax, que ferem a Heitor e o repelem para longe. — Netuno irritado pela morte de Anfimaco prepara aos Troianos novas calamidades. — O deus excita Idomeneu ao combate. — Idomeneu vai buscar em sua tenda Merion, seu fiel escudeiro, e com ele se dirige para a esquerda do exército. — Terrível peleja entre os Gregos e os Troianos. — Júpiter favorece aos Troianos, e Netuno protege os Gregos. — Idomeneu faz prodígios de valor. — Pende a vitória para o lado dos Gregos. — Heitor fica em seu posto inabalável. — Os dois Ajax avançam com seu exército ao encontro do herói Troiano. — A conselho de Polidamas, Heitor reúne todos os guerreiros, e dirige a Páris amargas censuras. — Páris defende-se das acusações. — Os dois irmãos lançam-se à peleja e pretendem levar a perturbação ao centro dos Gregos. — Ajax, certo por um feliz presságio, recomeça o combate. — Horríveis clamores que se elevam de todas as partes.

Ficha Técnica
Direção: Octavio Camargo | Elenco: Katia Horn| Iluminação: Beto Bruel | Assistência, desenho de mapa e execução de luz: Daniele Regis | Cenografia: Eneas Lour | Figurino: Ricardo Garanhani | Captação de áudio: Filipe Castro | Arte gráfica: Foca Cruz | Fotografia e documentação: Gilson Camargo| Tradução: Manoel Odorico Mendes | Realização: Ilíadohomero Companhia de Teatro
Duração: 65 minutos | Classificação: 12 anos



OS PÁLIDOS foto DE Elenize Dezgeniski

OS PÁLIDOS

Tendo como ponto de partida dois clássicos de Luis Buñuel: “O Anjo Exterminador” e “O Discreto Chame da Burguesia”, “Os Pálidos” reflexiona sobre estados de inércia, paralisação e anestesia em um ato urgente de pensar o mundo e a cena.

A peça, com texto e direção de Sueli Araujo, acontece em dois ambientes simultaneamente, dividindo a plateia e propondo um diálogo permanente com o público, recortando-o e sugerindo todo tipo de cisão. Em cena, ao invés de personagens tradicionais, os atores exploram vozes contraditórias, visões de mundo e formas de pensamento e conduta que tentam forjar uma atitude, construir um gesto que faça a diferença no mundo. Porem, são seres paralisados, medicados e em estado de absoluta suspensão. Em dissonância a este estado das coisas, a cena é revestida com diversos tipos de plantas, investindo na possibilidade de percepção da vida para além da quase morte e apatia das figuras da montagem.

Ao mesmo tempo em que o espetáculo aciona um tipo de humor desestabilizante e estabelece pontos de relação com o espectador, cria espaços de discussão sobre criação de condições de sobrevivência e de formas de estar junto. São situações em que um tipo de micropolítica está sugerida.

Ficha Técnica:
Dramaturgia e Direção: Sueli Araujo | Atuação: Anne Celli, Ciliane Vendruscolo, Greice Barros, Luiz Bertazzo e Rafa di Lari | Cenário e Figurino: Paulo Vinícius | Designer de Som: Ary Giordani | Designer de Luz: Wagner Corrêa | Direção de Produção: Marcia Moraes | Produção Executiva: Edran Mariano | Assistente de Produção: Mariana Freitas | Designer Gráfico: Adriana Alegria | Assessoria de Imprensa: Fernando de Proença | Fotos: Elenize Dezgeniski
Duração: 90 minutos | Classificação: 12 anos

A MALDITA RAÇA HUMANA
“A Maldita Raça Humana” é uma peça livremente inspirada no livro “Dicas Úteis para uma Vida Fútil" de autoria de Mark Twain. No espetáculo uma macaca vive confinada em um espaço que lembra uma cozinha.

Seu cotidiano é frequentemente alterado pela chegada de encomendas embaladas em caixas de papelão. A relação com cada um desses objetos recebidos revela um olhar crítico sobre a humanidade tecendo singelamente a trajetória da personagem.

Quem envia as encomendas que chegam constantemente? Que espaços se abrem para que estes objetos ocupem lugar? Quem são os seres que a observam através do buraco na parede?

“A Maldita Raça Humana” propõe uma reflexão sobre o homem e o nosso tempo a partir da obra de um notável pensador - uma figura singular que atravessou gerações e cujo discurso é extremamente atual. O inconformismo, o senso crítico e a radicalidade formal de Mark Twain foram fontes de inspiração na construção da dramaturgia. Nesse sentido, a peça desloca o olhar da plateia ao abrir mão da linguagem falada e investir na dramaturgia do gesto para potencializar os sentidos e contar uma história que pode ser lida de maneira distinta de acordo com o repertório de cada um dos espectadores.

Ficha Técnica:
Direção: Nina Rosa Sá | Elenco: Rodrigo Ferrarini, Pablito Kucarz e Gabriel Gorosito | Luz: Nadja Naira | Sonoplastia: Marcelo Torrone | Cenário: Paulo Vinícius | Direção de Movimento: Carmem Jorge | Figurinos: Maureen Miranda | Direção de Produção: Michele Menezes | Dramaturgia: Criação Coletiva
Duração: 65 minutos | Classificação: Livre

SERVIÇO:
MOSTRA DOCUMENTACENA


Jorge Louraço
DE 8 A 10 DE NOVEMBRO DE 2016
“AS MÃOS SUJAS DE SANGUE”
Oficina de Crítica e Dramaturgia com Jorge Louraço (PT)
CENTRO CULTURAL SESI HEITOR STOCKLER DE FRANÇA
(Av. Marechal Floriano Peixoto, 458 - centro de Curitiba)
das 10h às 13h
ENTRADA FRANCA via inscrição através do email: sesicultura.hsf@sesipr.org.br
(enviar uma biografia de 5 linhas)

8 DE NOVEMBRO DE 2016
ILÍADA - CANTO XIII
TEATRO SESI PORTÃO
(R. Padre Leonardo Nunes, 180 - Portão, Curitiba – PR)
às 19h30
ENTRADA FRANCA

9 DE NOVEMBRO DE 2016
OS PÁLIDOS
SEDE DA CIASENHAS DE TEATRO
(R. São Francisco, 35 - centro)
às 19h30
ENTRADA FRANCA

10 DE NOVEMBRO DE 2016
A MALDITA RAÇA HUMANA
TEATRO SESI PORTÃO
(R. Padre Leonardo Nunes, 180 - Portão, Curitiba – PR)
às 19h30
ENTRADA FRANCA

LANÇAMENTO DA “TREMA! REVISTA” E DO “CAIXA DE PONT[O] – JORNAL DE TEATRO”
CASA SELVÁTICA
(R. Nunes Machado, 950 - Rebouças, Curitiba – PR)
às 16h00
ENTRADA FRANCA

AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS E MAIS INFORMAÇÕES: Fernando de Proença: 41. 99965292


.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

INSURREIÇÃO EM CURITIBA



Aos que adivinham, por detrás da espessa névoa da "crise", um teatro de operações, de manobras, de estratégias - e portanto a possibilidade para um contra-ataque

INSURREIÇÃO —

Lançamento dos livros:

| Aos Nossos Amigos: Crise e Insurreição [Comitê Invisível]

| coleção Pandemia de cordéis [textos de Eduardo Viveiros de Castro, Peter Pal Pelbart, Suely Rolnik, Maurizio Lazarato e Vladimir Safatle]

| Teoria king Kong [Virginie Despentes]

+ performances musicais de Simone Magalhães e g. paim (meia-vida)
+ performance: Extrato de King Kong (direção de Ricardo Nolasco)
+ Rei Seely (poeta haitiano refugiado em Curitiba)
+ Peter Pál Pelbart e Alexandre Nodari
+ tribuna aberta/microfone livre

Serviço:
INSURREIÇÃO EM CURITIBA
data: 7 de outubro (sexta-feira)
ENTRADA GRATUITA
BAR ABERTO | TRIBUNA LIVRE
Casa Selvática: Rua Nunes Machado, 950, Rebouças, Curitiba
Confira a página do evento, aqui

.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

BOTECO DAS VEDETES - SAUDAÇÃO DA PRIMAVERA



As nossas vedetes selvagens da contracultura curitibana abrem a bodega no próximo fim de semana! A Casa Selvática estará aberta para confraternizações, risadas, conversas, música, shows, performances, burlas, charlatanismos, jogatinas, jam sessions, Feira da Ladra, microfone livre, pratos especiais e drinks primaveris preparados por mãos hábeis e peroladas, tudo, aberta pra tudo e pra todos!

Todos estão convidados para construir conosco um espaço coletivo de encontro e também de manutenção da Casa Selvática.

Uma grande homenagem às nossas inspirações de vida, estrelas cintilantes, rainhas das escadarias, ao teatro de revista e ao teatro de rebolado brasileiros, à chanchada nacional e aos programas de televisão onde elas terminaram seus dias na terra!

Serviço:
Dias 24 e 25 de Setembro
A casa abre das 16 horas em diante e fica à tua espera
ENTRADA FRANCA
Rua Nunes Machado, 950, Rebouças - Curitiba - Paraná

Confira a página do evento, aqui

.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

BOTECO DAS VEDETES NA CASA SELVÁTICA



A Casa Selvática orgulhosamente apresenta: Boteco das Vedetes - dias 27 e 28 de agosto a partir das 16h - Entrada Franca

As vedetes selvagens da contracultura curitibana abrem as jaulas no próximo fim de semana. Revoada de espécies exóticas em dois dias com boteco, casa e obras abertas.

Shows, performances, burlas, charlatanismos, jogatinas, bingo, jam sessions, Feira da Ladra, microfone livre, pratos especiais e drinks preparados por mãos hábeis e peroladas. O Vatapá, o ouro e a dança!

Todas convidadas para construir um espaço coletivo, de atravessamentos viscerais e de manutenção da Casa Selvática.

Ode às estrelas cintilantes, rainhas das escadarias: Virginia Lane, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Rogéria, Marly Marley, Elke Maravilha, Luz del Fuego, Oscarito, Carmem Verônica, Susy King, Zezé Macedo, Carmen Miranda e Nair Belo.

Comidas, bebidas, shows, exposições e tudo de mais inescrupuloso que você quiser propor. Vamos construir juntos esse espaço coletivo. Escancarem suas vedetes interiores.

O Boteco nos dois dias (27 e 28 de agosto) abre as 16 horas com o melhor do underground curitibano. Esse fim de semana as escadarias mais glamurosas, o cabaré mais contracultural, o rebolado e a boca do lixo paulista é aqui!

ENTRADA FRANCA

Casa Selvática - Rua Nunes Machado, 950, Rebouças, Curitiba

Confira a página do evento, aqui

.

sábado, 2 de julho de 2016

HOJE, SÁBADO, DIA 2 ::: DRAMATURGA TRANSEXUAL BRASILEIRA LEONARDA GLÜCK REÚNE SEIS DE SUAS PRINCIPAIS PEÇAS EM SEU PRIMEIRO LIVRO :::


A Perfodrama de Leonarda Glück - Photo by Natália Marques

A atriz, diretora teatral e dramaturga transexual Leonarda Glück lança, em parceria com a jovem Editora Dybbuk, seu primeiro livro, com seis peças teatrais especialmente selecionadas para a publicação, no próximo dia 2 de julho na Casa Selvática, sede do coletivo artístico que abriga a escritora, em Curitiba, sua cidade natal.


Convidada por Luciano Ramos Mendes, que comanda a Editora Dybbuk há apenas um ano, para a empreitada de lançamento da obra, Glück diz que foi com espanto e prazer que aceitou o convite: “O Luciano é meu amigo faz tempo, e nós dois temos em comum a paixão fervorosa pela literatura. Ele me deu carta branca para que escolhesse da minha produção literária o que quisesse lançar, e foi aí que aproveitei o ensejo para lançar algumas das peças de teatro que escrevi: sonho de anos que sempre tive. Dramaturgia é coisa raríssima na literatura brasileira, quase uma categoria fantasma, restrita àqueles que tem apreço pela linguagem teatral, e eu quero mudar isso”.

Serão lançadas seis peças para teatro sob o irreverente título “A Perfodrama de Leonarda Glück – Literaturas Dramáticas de Uma Mulher (Trans) de Teatro”, algumas já encenadas e outras ainda inéditas. A tarde de lançamento conta com leituras dramáticas de alguns trechos das peças que compõem o livro. Os textos de dramaturgia contemporânea são “As Três Irmãs, Um Melodrama Rocambolesco em Quatro Capítulos”, inspirado pelo clássico teatral do autor russo Anton Tchekhov (texto feito sob encomenda do diretor Gabriel Machado, que ganhou encenação pela Selvática Ações Artísticas na Casa Selvática em 2012), “Cutelo Assassino, Uma Tragédia Grega de Atrocidades” (o texto ganhou leitura dramática em evento na Casa Selvática, em 2015), “Jesus Vem de Hannover” (encenado pela Companhia Silenciosa em 2008 no Teatro Novelas Curitibanas), “O Faqueiro de Górgona ou Górgona e As Mil Facas Encantadas” (o texto já foi lido em alguns eventos de teatro em Curitiba, por diferentes grupos, mas ainda não ganhou montagem oficial), Rebecca ou David Começa a Babar” (encenado pela Companhia Silenciosa em 2010 e indicado ao Troféu Gralha Azul de Melhor Texto) e “Stoccarda” (inédita). Quando questionada sobre o título do livro, a autora responde: “A minha figura está intimamente conectada com tudo aquilo que produzo, portanto, com o teatro que faço não seria diferente. O teatro performático que tenho apresentado no Brasil nos últimos vinte anos é uma justaposição do campo do drama em si com o da performance arte, e a sexualidade de uma mulher como eu também deve ser levada em conta nos resultados que fabrico. Se há tantos “homens de teatro” espalhados por aí, por que não uma mulher trans de teatro?”

No livro temas como amor, neocolonialismo, globalização, linguística, transexualidade e conflitos mundiais dão o tom de um teatro provocativo que deseja ser absorvido por escolas, faculdades e grupos de teatro e artes do país todo, um teatro que gera reflexão em vez de mero entretenimento. O texto que abre o livro de Leonarda Glück é escrito pelo diretor teatral Ricardo Nolasco, colega de palco da autora há dez anos. O material textual é também acompanhado de um ensaio fotográfico exclusivo da artista, que também é performer nas horas vagas, feito pela fotógrafa cearense Natália Marques no início de 2016 em Curitiba.

Serviço:
Lançamento do livro “A Perfodrama de Leonarda Glück – Literaturas Dramáticas de Uma Mulher (Trans) de Teatro”, da
Editora Dybbuk;
Local: Casa Selvática – Rua Nunes Machado, 950 – Rebouças – Curitiba – PR;
Data: 02 de Julho.
Horário: 16 horas.
Crédito da fotografia: A Perfodrama de Leonarda Glück - Photo by Natália Marques IV


Página do Evento, aqui

Link para pré-venda
do livro, compre compre aqui

.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

PINHEIROS E PRECIPÍCIOS ::: IMPERDÍVEL ::: ÚLTIMOS DIAS



Ocupação Pinheiros e Precipícios
do Teatro Zé Maria (em Curitiba) dos dias 09 a 26 de Junho dedicada à toda ação marginal

PINHEIROS E PRECIPÍCIOS

Pinheiros e Precipícios é uma busca pelo impublicável. Remete a uma aldeia da qual todos os romances se afastam. É Wilson Bueno quem olha para esse universo que começa e termina na sarjeta. A inspiração da peça é uma produção literária que centraliza, em um desejo de se afastar do cartão postal, narrativas e figuras desviadas e desviantes. Putas, demônios, cadáveres e bandidos. Trajetórias que não revelam a história dos vencedores – em cena aqueles que têm suas vozes caladas, os que não sabem para onde ir, personagens errantes, delinquentes e loucos. No fracasso, uma poética que nenhuma vitória alcança. Estão evocados aqui os paranaenses que, lutando contra costumes conservadores e obsoletos, transformaram o passado e tornaram o presente possível. O herói está morto. Não há salvação para Curitiba.

Dramaturgia: Francisco Mallmann
Encenação: Ricardo Nolasco
Elenco: Claudete Pereira Jorge, Jeff Bastos, Leonarda Glück, Patricia Saravy, Simone Magalhães e Stéfano Belo.
Corifeu: Patricia Cipriano
Coro: Amira Massabki, Bianca Amante, Julio Constantino, Léo Bardo, Priscilla Amante, Matheus Henrique, Rafa Poli e Semiramys Monastier.
Iluminação: Semyramys Monastier
Trilha Sonora/Ambientação Sonora: Jo Mistinguett
Pinheiros e Precipícios De 9 a 26 de Junho (quinta a domingo) às 20h / ingressos: R$ 26 e R$13

BOLEROS BAR
Bar Cabaré conduzidos pelas musas selváticas Patricia Cipriano e Rafa Polli. Aberto de Quarta a Domingo a partir das 17h para esquentar os gélidos corações no inverno curitibano.
ENTRADA FRANCA

FEIRA DA LADRA
Domingos
feira coletiva com venda de Zines, publicações independentes, cds, charlatanismos, performances, shows, colares e outras artimanhas
ENTRADA FRANCA

CINEMA OLYMPIA
Sábados - 17 horas
vídeos, filmes e web performances com curadoria de Ricardo Nolasco
ENTRADA FRANCA

Realização: O Estábulo de Luxo e Selvática Ações Artísticas
Produção: Gabriel Machado e Renata Cunalli
Assessoria de imprensa: Victor Hugo
Arte gráfica: Rafa Bagatelli

Teatro Zé Maria, Rua Treze de Maio 655, centro de Curitiba
Ingressos disponíveis: www.teatroguaira.pr.gov.br

Fonte: Página do Evento no facebook, aqui


.

DRAMATURGA TRANSEXUAL BRASILEIRA LEONARDA GLÜCK REÚNE SEIS DE SUAS PRINCIPAIS PEÇAS EM SEU PRIMEIRO LIVRO


A Perfodrama de Leonarda Glück - Photo by Natália Marques

A atriz, diretora teatral e dramaturga transexual Leonarda Glück lança, em parceria com a jovem Editora Dybbuk, seu primeiro livro, com seis peças teatrais especialmente selecionadas para a publicação, no próximo dia 2 de julho na Casa Selvática, sede do coletivo artístico que abriga a escritora, em Curitiba, sua cidade natal.


Convidada por Luciano Ramos Mendes, que comanda a Editora Dybbuk há apenas um ano, para a empreitada de lançamento da obra, Glück diz que foi com espanto e prazer que aceitou o convite: “O Luciano é meu amigo faz tempo, e nós dois temos em comum a paixão fervorosa pela literatura. Ele me deu carta branca para que escolhesse da minha produção literária o que quisesse lançar, e foi aí que aproveitei o ensejo para lançar algumas das peças de teatro que escrevi: sonho de anos que sempre tive. Dramaturgia é coisa raríssima na literatura brasileira, quase uma categoria fantasma, restrita àqueles que tem apreço pela linguagem teatral, e eu quero mudar isso”.

Serão lançadas seis peças para teatro sob o irreverente título “A Perfodrama de Leonarda Glück – Literaturas Dramáticas de Uma Mulher (Trans) de Teatro”, algumas já encenadas e outras ainda inéditas. A tarde de lançamento conta com leituras dramáticas de alguns trechos das peças que compõem o livro. Os textos de dramaturgia contemporânea são “As Três Irmãs, Um Melodrama Rocambolesco em Quatro Capítulos”, inspirado pelo clássico teatral do autor russo Anton Tchekhov (texto feito sob encomenda do diretor Gabriel Machado, que ganhou encenação pela Selvática Ações Artísticas na Casa Selvática em 2012), “Cutelo Assassino, Uma Tragédia Grega de Atrocidades” (o texto ganhou leitura dramática em evento na Casa Selvática, em 2015), “Jesus Vem de Hannover” (encenado pela Companhia Silenciosa em 2008 no Teatro Novelas Curitibanas), “O Faqueiro de Górgona ou Górgona e As Mil Facas Encantadas” (o texto já foi lido em alguns eventos de teatro em Curitiba, por diferentes grupos, mas ainda não ganhou montagem oficial), Rebecca ou David Começa a Babar” (encenado pela Companhia Silenciosa em 2010 e indicado ao Troféu Gralha Azul de Melhor Texto) e “Stoccarda” (inédita). Quando questionada sobre o título do livro, a autora responde: “A minha figura está intimamente conectada com tudo aquilo que produzo, portanto, com o teatro que faço não seria diferente. O teatro performático que tenho apresentado no Brasil nos últimos vinte anos é uma justaposição do campo do drama em si com o da performance arte, e a sexualidade de uma mulher como eu também deve ser levada em conta nos resultados que fabrico. Se há tantos “homens de teatro” espalhados por aí, por que não uma mulher trans de teatro?”

No livro temas como amor, neocolonialismo, globalização, linguística, transexualidade e conflitos mundiais dão o tom de um teatro provocativo que deseja ser absorvido por escolas, faculdades e grupos de teatro e artes do país todo, um teatro que gera reflexão em vez de mero entretenimento. O texto que abre o livro de Leonarda Glück é escrito pelo diretor teatral Ricardo Nolasco, colega de palco da autora há dez anos. O material textual é também acompanhado de um ensaio fotográfico exclusivo da artista, que também é performer nas horas vagas, feito pela fotógrafa cearense Natália Marques no início de 2016 em Curitiba.

Serviço:
Lançamento do livro “A Perfodrama de Leonarda Glück – Literaturas Dramáticas de Uma Mulher (Trans) de Teatro”, da Editora Dybbuk;
Local: Casa Selvática – Rua Nunes Machado, 950 – Rebouças – Curitiba – PR;
Data: 02 de Julho.
Horário: 16 horas.
Crédito da fotografia: A Perfodrama de Leonarda Glück - Photo by Natália Marques IV

.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

LANÇAMENTO DO LIVRO “A PERFODRAMA DE LEONARDA GLÜCK – LITERATURAS DRAMÁTICAS DE UMA MULHER (TRANS) DE TEATRO”



A atriz, diretora teatral e dramaturga transexual Leonarda Glück lança, em parceria com a jovem Editora Dybbuk, seu primeiro livro, com seis peças teatrais especialmente selecionadas para a publicação, no próximo dia 2 de julho na Casa Selvática, sede do coletivo artístico que abriga a escritora, em Curitiba, sua cidade natal.

No livro temas como amor, neocolonialismo, globalização, linguística, transexualidade e conflitos mundiais dão o tom de um teatro provocativo que deseja ser absorvido por escolas, faculdades e grupos de teatro e artes do país todo, um teatro que gera reflexão em vez de mero entretenimento. O texto que abre o livro de Leonarda Glück é escrito pelo diretor teatral Ricardo Nolasco (Ricardx Nolascx), colega de palco da autora há dez anos. O material textual é também acompanhado de um ensaio fotográfico exclusivo da artista, que também é performer nas horas vagas, feito pela fotógrafa cearense Natália Marques (Natália Marques Marx) no início de 2016 em Curitiba.

Serviço:
Lançamento do livro “A Perfodrama de Leonarda Glück – Literaturas Dramáticas de Uma Mulher (Trans) de Teatro”, da Editora Dybbuk;
Data: 2 de julho de 2016;
Local: Casa Selvática – Rua Nunes Machado, 950 – Rebouças – Curitiba – PR;
Horário: 16 horas;
Entrada Franca.


fonte

.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

À TODA AÇÃO MARGINAL



Ocupação Pinheiros e Precipícios no Teatro Zé Maria propõe relações históricas, arquitetônicas e políticas com a cidade de Curitiba

Depois de uma pré-estreia integrando a programação do Curitiba Mostra, que a convite do Espaço Cênico reuniu a Cia Senhas, Espaço Cênico, Selvática Ações Artísticas e a Companhia Brasileira de Teatro em torno da literatura paranaense, O Estábulo de Luxo a Selvática Ações Artísticas reapresentam Pinheiros e Precipícios - espetáculo e conjunto de ações que acontece no teatro Zé Maria de 09 a 26 de Junho.

O espetáculo é baseado na obra de Wilson Bueno, escritor paranaense que lutou contra costumes obsoletos e realizou uma investigação profunda na relação com uma Curitiba distante da construção de uma cidade cartão postal. E presta homenagem a figuras locais como a travesti mendiga Gilda (que se tornou um símbolo na luta contra a intolerância), o multiartista Raul Cruz, e o diretor teatral Cleon Jacques. Figuras marcantes, segundo o encenador Ricardo Nolasco, por tornarem a vida em Curitiba mais possível com suas presenças e obras. Ele também diz que o espetáculo possui uma relação com a história, a arquitetura e visões políticas da cidade.

Para o diretor "É muito importante tecer essas pontes com a história do Teatro Zé Maria, a rua 13 de Maio, e a cidade de Curitiba". Por isso a peça acontece em diversos espaços do teatro e complementa “Também criamos uma programação paralela, uma ocupação do teatro com diversas atividades que não caracterizam apenas o espetáculo mas uma zona que busca relembrar o Teatro da Classe que acontecia no espaço onde hoje é o Teatro Zé Maria”.

Para isso irá se montar um bar cabaré (Boleros Bar, também título de um dos principais livros de Wilson Bueno) no fundo do teatro, que abrirá de quarta a sexta a partir das 17h. O bar terá um microfone aberto e estão convidados todos aqueles que quiserem contribuir com shows, poemas, músicas, cenas e manifestos. Também compõe a programação: aos sábados, o Cinema Olympia - com sessões de vídeos, web performances e filmes; aos domingo acontece a Feira da Ladra - uma feira coletiva e livre no pátio do teatro e nas quartas feiras encontros com artistas paranaenses imprescindíveis por sua arte marginal e heroica.
Com nomes irreverentes da cena paranaense, como Stéfano Belo, Leonarda Glück, Simone Magalhães, Patricia Saravy, Jeff Bastos e Patricia Cipriano, também integra o elenco a atriz Claudete Pereira Jorge - grande nome das artes cênicas no Sul do Brasil - e um coro irreverente e provocativo formado por Amira Massabki, Bianca Amante, Julio Constantino, Léo Bardo, Priscilla Amante, Matheus Henrique, Rafa Poli e Semiramys Monastier.

Iluminação: Semyramys Monastier. Sob direção de Ricardo Nolasco, o diretor em cena, e com dramaturgia de Francisco Mallmann, iluminação de Semy Monastier e trilha original e sonoplastia ao vivo de Jô Mistinguett.

Ficha Técnica:
Dramaturgia: Francisco Mallmann
Encenação: Ricardo Nolasco
Elenco: Claudete Pereira Jorge, Jeff Bastos, Leonarda Glück, Patricia Saravy, Simone Magalhães e Stéfano Belo.
Corifeu: Patricia Cipriano
Coro: Amira Massabki, Bianca Amante, Julio Constantino, Léo Bardo, Priscilla Amante, Matheus Henrique, Rafa Poli e Semiramys Monastier.
Iluminação: Semyramys Monastier
Trilha Sonora/Ambientação Sonora: Jo Mistinguett

Créditos das fotografias: Marcelo Almeida



Serviço:

PINHEIROS E PRECIPÍCIOS

de 9 a 26 de Junho (quinta a domingo) às 20h
R$ 26 e R$13

BOLEROS BAR
Bar Cabaré conduzidos pelas musas selváticas Patricia Cipriano e Rafa Polli. Aberto de Quarta a Domingo a partir das 17h para esquentar os gélidos corações no inverno curitibano.
ENTRADA FRANCA

OCUPAÇÃO DE QUARTA
16 e 23 de Junho às 20 horas
Encontros com artistas paranaenses
ENTRADA FRANCA

FEIRA DA LADRA
Domingos
feira coletiva com venda de Zines, publicações independentes, cds, charlatanismos, performances, shows, colares e outras artimanhas
ENTRADA FRANCA

CINEMA OLYMPIA
Sábados - 17 horas
vídeos, filmes e web performances com curadoria de Ricardo Nolasco
ENTRADA FRANCA

.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

PINHEIROS E PRECIPÍCIOS



Ocupação Pinheiros e Precipícios
do Teatro Zé Maria (em Curitiba) dos dias 09 a 26 de Junho dedicada à toda ação marginal

PINHEIROS E PRECIPÍCIOS

Pinheiros e Precipícios é uma busca pelo impublicável. Remete a uma aldeia da qual todos os romances se afastam. É Wilson Bueno quem olha para esse universo que começa e termina na sarjeta. A inspiração da peça é uma produção literária que centraliza, em um desejo de se afastar do cartão postal, narrativas e figuras desviadas e desviantes. Putas, demônios, cadáveres e bandidos. Trajetórias que não revelam a história dos vencedores – em cena aqueles que têm suas vozes caladas, os que não sabem para onde ir, personagens errantes, delinquentes e loucos. No fracasso, uma poética que nenhuma vitória alcança. Estão evocados aqui os paranaenses que, lutando contra costumes conservadores e obsoletos, transformaram o passado e tornaram o presente possível. O herói está morto. Não há salvação para Curitiba.

Dramaturgia: Francisco Mallmann
Encenação: Ricardo Nolasco
Elenco: Claudete Pereira Jorge, Jeff Bastos, Leonarda Glück, Patricia Saravy, Simone Magalhães e Stéfano Belo.
Corifeu: Patricia Cipriano
Coro: Amira Massabki, Bianca Amante, Julio Constantino, Léo Bardo, Priscilla Amante, Matheus Henrique, Rafa Poli e Semiramys Monastier.
Iluminação: Semyramys Monastier
Trilha Sonora/Ambientação Sonora: Jo Mistinguett
Pinheiros e Precipícios De 9 a 26 de Junho (quinta a domingo) às 20h / ingressos: R$ 26 e R$13

BOLEROS BAR
Bar Cabaré conduzidos pelas musas selváticas Patricia Cipriano e Rafa Polli. Aberto de Quarta a Domingo a partir das 17h para esquentar os gélidos corações no inverno curitibano.
ENTRADA FRANCA

OCUPAÇÃO DE QUARTA
16 e 23 de Junho às 20 horas
Encontros com artistas paranaenses
ENTRADA FRANCA

FEIRA DA LADRA
Domingos
feira coletiva com venda de Zines, publicações independentes, cds, charlatanismos, performances, shows, colares e outras artimanhas
ENTRADA FRANCA

CINEMA OLYMPIA
Sábados - 17 horas
vídeos, filmes e web performances com curadoria de Ricardo Nolasco
ENTRADA FRANCA

Realização: O Estábulo de Luxo e Selvática Ações Artísticas
Produção: Gabriel Machado e Renata Cunalli
Assessoria de imprensa: Victor Hugo
Arte gráfica: Rafa Bagatelli

Teatro Zé Maria, Rua Treze de Maio 655, centro de Curitiba
Ingressos disponíveis: www.teatroguaira.pr.gov.br

Fonte: Página do Evento no facebook, aqui


.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

SHOW DE CALOURES NA CASA SELVÁTICA ::: AMANHÃ, SÁBADO, DIA 21

Iria Braga fotografa por Victor Sálvaro
A Casa Selvática, espaço cultural independente caracterizado por promover ações artísticas de resistência, realizará neste mês de maio o SHOW DE CALOURES. O evento revisita o formato de programas de auditório como o Show de Calouros e o Cassino do Chacrinha, trazendo performances e números artísticos que vão acalorar a cidade.
Leonarda Gluck fotografada Marcelo Almeida
Apresentada por Leonarda Glück, a primeira edição do SHOW DE CALOURES acontecerá no próximo sábado (21/05) na Casa Selvática, e contará com júri especializado composto por: Maurício Voghe, Ricardo Garanhani, além de Iria Braga e Simone Magalhães que se apresentarão durante o intervalo do evento. O júri especializado contará com o público presente para a avaliação dos "caloures", reiterando a menção aos programas de auditório.

Para participar basta enviar uma breve descrição do número artístico (com duração máxima de 4 minutos) para o e-mail showdecaloures@gmail.com / As inscrições tem um custo simbólico de 3 reais e os participantes concorrerão a um irônico prêmio de 1 milhão, confeccionado pelos artistas residentes da Casa Selvática.

Confirme sua presença no evento, aqui

Simone Magalhães
Serviço:
SHOW DE CALOURES NA CASA SELVÁTICA
Datas e horários: 21 de maio, sábado - a Casa abre às 18h, as apresentações iniciam-se às 20h
Local: Centro Cultural Casa Selvática – Rua Nunes Machado, 950, Curitiba.
Valor: R$ 10,00 (caloure que se apresenta, tem entrada franca ao evento)
Capacidade máxima do espaço: 50 pessoas
Duração: 4 horas
Site: selvatica.art.br / evento
Telefones: (41)30135188 / 98425030
Produção: Mari Paula e Nina Ribas
A casa abre às 18h, juntamente com o bar, venha beber algo adequado para acalorar a fria Curitiba.

.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

SHOW DE CALOURES NA CASA SELVÁTICA

Iria Braga fotografa por Victor Sálvaro
A Casa Selvática, espaço cultural independente caracterizado por promover ações artísticas de resistência, realizará neste mês de maio o SHOW DE CALOURES. O evento revisita o formato de programas de auditório como o Show de Calouros e o Cassino do Chacrinha, trazendo performances e números artísticos que vão acalorar a cidade.

Leonarda Gluck fotografada Marcelo Almeida
Apresentada por Leonarda Glück, a primeira edição do SHOW DE CALOURES acontecerá no próximo sábado (21/05) na Casa Selvática, e contará com júri especializado composto por: Maurício Voghe, Ricardo Garanhani, além de Iria Braga e Simone Magalhães que se apresentarão durante o intervalo do evento. O júri especializado contará com o público presente para a avaliação dos "caloures", reiterando a menção aos programas de auditório.

Para participar basta enviar uma breve descrição do número artístico (com duração máxima de 4 minutos) para o e-mail showdecaloures@gmail.com / As inscrições tem um custo simbólico de 3 reais e os participantes concorrerão a um irônico prêmio de 1 milhão, confeccionado pelos artistas residentes da Casa Selvática.

Confirme sua presença no evento, aqui

Simone Magalhães
Serviço:
SHOW DE CALOURES NA CASA SELVÁTICA
Datas e horários: 21 de maio, sábado - a Casa abre às 18h, as apresentações iniciam-se às 20h
Local: Centro Cultural Casa Selvática – Rua Nunes Machado, 950, Curitiba.
Valor: R$ 10,00 (caloure que se apresenta, tem entrada franca ao evento)
Capacidade máxima do espaço: 50 pessoas
Duração: 4 horas
Site: selvatica.art.br / evento
Telefones: (41)30135188 / 98425030
Produção: Mari Paula e Nina Ribas
A casa abre às 18h, juntamente com o bar, venha beber algo adequado para acalorar a fria Curitiba.

.

terça-feira, 19 de abril de 2016

KARINE ALEXANDRINO LANÇA ÁLBUM “MULHER TOMBADA” NA CASA SELVÁTICA



A Casa Selvática, espaço cultural da cidade, localizado no bairro Rebouças, recebe no próximo dia 23 de abril, a partir das 17 horas, a cantora performática cearense Karine Alexandrino para um pocket show de lançamento do seu novo álbum "Mulher Tombada" em Curitiba.

A artista, autora de álbuns como "Solteira Producta", de 2002, e "Querem acabar comigo, Roberto", de 2004, surge com o terceiro álbum - intitulado "Mulher Tombada" - lançado no final de 2015, obra que completa sua trilogia sonoro-estética na cidade de Curitiba, tão distante de sua terra natal, a cidade de Fortaleza, por onde a cantora autointitulada "diva antidiva endividada" já passou com o show em que performa e promove o novo álbum, e que leva o nome de "Sucesso é Para os Fracos".

A Casa Selvática é, sem dúvida, o lugar certo em Curitiba para receber a artista com todas as personas arquetípicas femininas que encarna no palco para apresentar sucessos como "Kiss, kiss, kiss", "Supermercado do Amor" e a recente "Do Chão não Passa".

SERVIÇO:
Pocket show de lançamento do álbum Mulher Tombada – Sucesso é para os fracos de Karine Alexandrino
Dia 23 de abril a partir das 17 horas
Espaço Cultural Casa Selvática (Rua Nunes Machado, 950, Rebouças, em Curitiba) www.selvatica.art.br
Entrada: R$10 (A casa aceita cartões)
A casa e o bar selvático abrem as 17h.
Página do evento, no facebook: aqui
credito da foto: Helenina Medira

.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

CABARÉ VOLTEI



Há cem anos Zurique apresentava ao mundo um espaço que mudaria a história da arte: o Cabaret Voltaire, local de apresentações e experimentos do Movimento Dadá, palco para artistas como Tristan Tzara, Hugo Ball, Emmy Hennings e Janco Brothers. Neste espaço encontravam-se para ler poesia e manifestos, assim como para acompanhar declamações com gritos, músicas e dançar ao ritmo do jogo e da desordem. Celebrando o centenário do Cabaret Voltaire, o núcleo O Estábulo de Luxo, em parceria com a Selvática Ações Artísticas, apresenta no dia 20 de fevereiro o Cabaré Voltei, versão brasileira, traduzida, antropófaga, latino-americana e contemporânea daquele que foi um dos mais importantes espaços das vanguardas modernas.

Assim como fizeram os nossos antepassados, exortamos todos os artistas de Curitiba (e também os que estejam de passagem pela cidade) para que compareçam com sugestões e contribuições de até 10 minutos, sem se preocupar com essa ou aquela orientação artística, para compor o nosso sarau. Manifestos, performances, shows, números musicais, poemas, antigas canções de cabaré e charlatanismos de todos os tipos reunidos de acordo com o princípio estabelecido pelo cabaré: um número após o outro, com tempo mínimo de intervalo, clarificando ao mundo que todos somos mentes independentes vivendo por ideias diferentes, e assim propondo ao público e participantes uma variedade de atrações inusitadas em um mesmo dia.

Da estrutura:
Nós, artistas do núcleo O Estábulo de Luxo, da Selvática Ações Artísticas e do Cabaré Voltei faremos a abertura dos dois atos do sarau com dois distintos teatros sintéticos: Wunderbar e E Che Va Brutta e logo em seguida o sarau será aberto a todos que queiram participar.
As inscrições para os trabalhos poderão ser feitas no próprio dia 20 de fevereiro, a partir das 17 horas.

Tupy or not Tupy ainda é a questão!
Hugo Bola

Serviço:

CABARÉ VOLTEI
Sábado, dia 20, das 17h30 às 23h30

local: Casa Selvática, Rua Nunes Machado, 950, Rebouças, Curitiba.
O valor da entrada é de R$ 10.

fonte
: Página do evento

.