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quarta-feira, 26 de março de 2014

MONÓLOGO PREMIADO, “CORRENTE FRIA, CORRENTE QUENTE” É DESTAQUE NO FESTIVAL DE CURITIBA COM ENTRADA GRATUITA



Escrito e interpretado por Fernanda Fuchs, monólogo mostra o drama de uma menina de Okinawa, que perde o pai no mar do Japão. Com texto premiado pela Sociedade Bunkyo, em São Paulo, a peça também ganhou troféus de melhor atriz e de segundo melhor espetáculo no 4º Festival de Teatro de Paranaguá



Drama de uma menina de Okinawa, que perde o pai no mar do Japão, o monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente” é destaque no Festival de Curitiba, na mostra Fringe. Com entrada gratuita, as apresentações acontecem na Casa Hoffmann, Largo da Ordem, no dia 29 de março (sábado) às 13h e no dia 30 (domingo) às 19h.

Escrita e interpretada por Fernanda Fuchs, com direção de Hermison Nogueira e Franco Fuchs, a montagem teve seu texto premiado em São Paulo, pela Sociedade Bunkyo, e obteve troféus de melhor atriz e de segundo melhor espetáculo no 4º Festival de Teatro de Paranaguá. O espetáculo conta com figurino e cenografia de Katia Horn e iluminação de Valter Dorte.



Mar de ausências e esperas

O encontro das correntes oceânicas Oyashio (do tipo fria) e Kuroshio (quente) provoca uma abundância de peixes no Japão. Mas, na cabeça de Fernanda Fuchs, o encontro das águas gerou “Corrente Fria, Corrente Quente”. Na peça, uma jovem de Okinawa (província localizada no extremo sul do Japão) fala sobre o desaparecimento do pai, que saiu para pescar em alto-mar e nunca mais voltou. Sentado a poucos metros da atriz, o público testemunha o cotidiano da garota e o seu mergulho na elaboração da perda paterna. Como em um ritual, elementos como precisão, paciência e concisão são valorizados. Com seus movimentos e o uso de sacos de juta, Fernanda transporta os espectadores a um universo de sonho e memória.

Imaginário japonês
Nascida em Paranaguá e criada em Curitiba, Fernanda Fuchs nunca foi ao Japão. Sua peça foi criada então a partir do seu imaginário e com o auxílio de pesquisas sobre a terra do sol nascente. Aspectos geográficos serviram de inspiração tanto quanto referências artísticas japonesas, como a gravura A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai. “Nas pesquisas, a força das correntes marítimas me chamou atenção, assim como a força dos terremotos e tsunamis, desastres que parecem ser encarados com naturalidade pela população japonesa”, conta Fernanda.



Biografia de Fernanda Fuchs
Fernanda é atriz, professora de teatro, dramaturga, cantora e compositora. Parnanguara, nascida em 1990, vive em Curitiba. Como atriz, participou de peças como “Aurora da Minha Vida”, “Língua da Montanha” e “Companhia Frazão”. Desde 2012, apresenta o premiado monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente”.

Especialista em Gestão Cultural pelo Senac-PR, é formada em Licenciatura em Teatro pela Faculdade de Artes do Paraná. Como dramaturga, faz parte do Núcleo de Dramaturgia do Sesi. Estudou teatro com Hermison Nogueira e também participou de cursos com Ricardo Puccetti e Carlos Simioni, do grupo LUME, e com Fernando Sampaio, do grupo LaMínima.

Como professora, ministra aulas de teatro para alunos do ensino médio e fundamental. Estudou canto e voz com Alvaro Nadolny, maestro do Coral da UFPR, e desde 2011 estuda canto popular com a professora Ana Cascardo, no Conservatório de MPB de Curitiba. Como integrante do Coral da UFPR, fez diversas apresentações em Curitiba e Antonina. Também se apresentou como solista no projeto Afina-se, do Conservatório de MPB. Como compositora, ao lado do baterista Daniel D’Alessandro, compôs a trilha das peças “Dito e Feito” e “Companhia Frazão”.

SERVIÇO
Monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente”, no Festival de Curitiba
Texto e interpretação: Fernanda Caldas Fuchs
Direção: Hermison Nogueira e Franco Fuchs
Figurino e cenografia: Katia Horn
Iluminação: Valter Dorte
Dias: 29 de março (sábado) às 13h; 30 de março (domingo) às 19h
Local: Casa Hoffmann. Rua Claudino dos Santos, 58, Largo da Ordem, em Curitiba
Entrada gratuita
Blog do espetáculo: ww.correntefriacorrentequente.wordpress.com

Página do evento no facebook, aqui

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quinta-feira, 28 de março de 2013

“CORRENTE FRIA, CORRENTE QUENTE”



Estreia hoje (29) no Festival de Curitiba o monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente”, a peça acontece nos dias 29 e 30 de março na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem

Em “Corrente Fria, Corrente Quente”, uma menina de Okinawa (província localizada no Sul do Japão) fala sobre o desaparecimento do seu pai, que saiu para pescar em alto-mar e nunca mais voltou.

SERVIÇO
Espetáculo “Corrente Fria, Corrente Quente”, na mostra Fringe do Festival de Curitiba.
Apresentações na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem, no dia 29 de março às 17h e no dia 30 às 19h.
Entrada gratuita.
Tempo de duração: 30 minutos.

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terça-feira, 26 de março de 2013

AS CONFUSÕES DE UMA TRUPE MAMBEMBE



Em cartaz no Fringe e na Mostra de Teatro de Rua do Sesc da Esquina, o espetáculo de rua Companhia Frazão mostra um retrato irreverente da vida de atores itinerantes. Montagem do grupo paraense Cia. do Intérprete é uma adaptação da comédia O Mambembe, de Arthur Azevedo

Peleja contínua, a vida dos grupos mambembes não mudou nada desde que o ator grego Téspis, no século VI a.C., pôs pela primeira vez uma máscara e saiu com sua carroça fazendo teatro. Sempre na estrada, em busca de comida, pouso e espaço para se apresentar, eis também a realidade dos personagens de Companhia Frazão, espetáculo de rua que será apresentado na mostra Fringe, do Festival de Curitiba, no dia 30 de março, às 11h, e no dia 31, às 12h e às 18h, em frente ao bebedouro do Largo da Ordem. A peça também fica em cartaz no dia 19 de abril, às 11h30, na Boca Maldita, pela Mostra de Teatro de Rua do Sesc da Esquina.

A montagem do grupo paranaense Companhia do Intérprete é uma adaptação da comédia O Mambembe, de Arthur Azevedo (1855 - 1908). Considerada uma das principais obras do dramaturgo maranhense, o Mambembe fez sucesso especialmente com uma montagem dirigida por Giani Ratto (1916-2005) em 1959, que trazia no elenco atores como Fernanda Montenegro e Sérgio Britto (1923-2011). “O texto de Arthur de Azevedo foi escrito em 1904, e é impressionante como continua atual. Ao contar a história de uma companhia mambembe que luta para sobreviver, a peça mostra como ainda é muito difícil a situação de quem faz teatro no Brasil”, diz o ator e diretor Elderson Melo.




Adaptação para a rua

Responsável também pela adaptação da peça, Elderson transformou um enredo longo, repleto de quiproquós, numa história mais direta, porém não menos engraçada. “O texto original tem três atos e 12 quadros, e prevê papeis para nada menos do que 70 atores! Então tive que enxugar tudo isso para que quatro atores dessem conta de seis papeis, em um único ato.” Nesse recorte, Elderson manteve o que considerou os pontos chaves da peça: a chegada da Companhia Frazão na cidadezinha de Tocos e a relação do casal de enamorados Laudelina (interpretada por Fernanda Fuchs) e Eduardo (Valter Dorte).

Os dois, assim como os personagens Esmeraldina, Pantaleão (ambos interpretados por Caroline Marzani), Frazão e Capitão (interpretados por Helder de Miranda) possuem características de figuras da Comedia dell’ Arte, estilo teatral originado na Itália, marcado pelo uso de máscaras e da improvisação. Malaquias (interpretado por Luann Vianna) é uma figura picaresca e também característica desse tipo de comédia, com a função de mobilizar e conversar diretamente com o público no decorrer da trama, servido como narrador.

Musical irreverente
Outro destaque da peça são as cenas musicais, que mesclam diversos ritmos. “A peça é bem para cima e a música não podia fugir disso. Então queremos que as pessoas cantem, dancem, batam os pés e interajam com a gente!”, destaca o músico Daniel D’Alessandro, responsável pelos arranjos e pela trilha sonora ao vivo ao lado da musicista Simone de Mello.

Entre uma música e outra e muita interação com o público, questões sérias sobre o cotidiano e o comportamento dos artistas são abordadas com leveza, já que a vontade do grupo era “fazer uma montagem divertida e que, por ser de rua, atraísse um público bem variado”, completa o ator Helder Miranda.



Para a atriz Fernanda Fuchs, os artistas que assistirem ao espetáculo têm grandes chances de se identificar com a companhia retratada. “Se for parar pra pensar, a história da Companhia Frazão é parecida com a do nosso grupo. Nós também lutamos para conseguir patrocínios, também lidamos com políticos, então é como se ríssemos da nossa desgraça. Chorar não dá!”, brinca a atriz.


Sobre a Companhia do Intérprete

Fundada em 2011, a Companhia do Intérprete reúne jovens atores e professores de teatro formados pela Faculdade de Artes do Paraná. Seus integrantes desenvolvem pesquisas voltadas especialmente para o campo da comicidade.



SERVIÇO
Espetáculo: Companhia Frazão
Grupo: Companhia do Intérprete (PR)
Direção: Elderson Melo

Datas e horários no Festival de Curitiba:
30 de março às 11h, e 31 de março às 12h e às 18h
Local: Largo da Ordem (em frente ao bebedouro)

Ingressos: Entrada gratuita

Data e horário na Mostra de Teatro de Rua do Sesc da Esquina:

19 de abril às 11h30
Local: Rua XV de Novembro (altura da Boca Maldita)

Ingressos: Entrada gratuita


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DRAMA NO MAR DO JAPÃO, NA IMAGINAÇÃO DE UMA BRASILEIRA


Com texto premiado, monólogo “Corrente Fria, Corrente Quente” estreia no Festival de Curitiba. Gratuita, a peça acontece nos dias 29 e 30 de março na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem

O encontro das correntes oceânicas Oyashio (do tipo fria) e Kuroshio (quente) provoca uma abundância de peixes no Japão. Mas, na cabeça da atriz e dramaturga Fernanda Fuchs, o encontro das águas gerou “Corrente Fria, Corrente Quente”, uma história premiada em 2013 com o terceiro lugar no Concurso de Contos Bunkyo, promovido pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Serviço Social em São Paulo.

Transformado em monólogo teatral, com atuação de Fernanda e direção de Hermison Nogueira e Franco Fuchs, o espetáculo estreia na mostra Fringe do Festival de Curitiba. Com entrada gratuita, as apresentações acontecem na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem, no dia 29 de março, às 17h, e no dia 30, às 19h.



Luta cotidiana pela sobrevivência

Em “Corrente Fria, Corrente Quente”, uma menina de Okinawa (província localizada no Sul do Japão) fala sobre o desaparecimento do seu pai, que saiu para pescar em alto-mar e nunca mais voltou. Para além do trauma, a montagem busca transmitir impressões sobre como era o cotidiano da garota. O peso da rotina e do trabalho ligado à pesca é evocado indiretamente, através da manipulação de sacos de juta, oriundos do Mercado Municipal de São Paulo. Os sacos são usados como adereços, objetos de cena e cenário, que criam um universo de sonho onde a história se desenrola, sempre a poucos metros do público.




Imaginário japonês

Nascida em Paranaguá e criada em Curitiba, a atriz e dramaturga Fernanda Fuchs nunca foi ao Japão. Sua peça foi criada então a partir do seu imaginário sobre a “terra do sol nascente” e com pesquisas sobre a geografia do Japão – em especial, sobre as correntes marítimas (Oyashio, Kuroshio) que afetam a pesca no país –, e sobre elementos culturais, como a gravura “A Grande Onda de Kanagawa”. “Nas pesquisas, me chamou a atenção a força das correntes marítimas, assim como dos terremotos e tsunamis no Japão, desastres que parecem ser encarados com naturalidade pela população”, conta Fernanda.



Biografia de Fernanda Fuchs

Fernanda Fuchs, 22 anos, é atriz, professora de teatro, dramaturga, cantora e compositora. Desde 2011, faz parte da Companhia do Intérprete. Com esse grupo ela também se apresenta no Festival de Curitiba na peça “Companhia Frazão”. Estudou teatro com o diretor e ator Hermison Nogueira, atuando nas peças “Aurora da Minha Vida” e “Língua da Montanha”, dirigidas por Nogueira. Estudou canto e voz com Alvaro Naldony, maestro do Coral da UFPR. Desde 2011 é aluna do Conservatório de MPB de Curitiba e estuda canto popular com a professora Ana Cascardo. Pós-graduanda em Gestão Cultural pelo Senac, é formada em Teatro pela Faculdade de Artes do Paraná. Participou de oficinas com Ricardo Puccetti e Carlos Simioni, do grupo LUME, e com Fernando Sampaio, do grupo LaMínima. Em fevereiro de 2013, com o texto “Corrente Quente, Corrente Fria”, Fernanda foi premiada em São Paulo com o 3º lugar no 1º Concurso de Contos Bunkyo.

SERVIÇO
Espetáculo “Corrente Fria, Corrente Quente”, na mostra Fringe do Festival de Curitiba.
Apresentações na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem, no dia 29 de março às 17h e no dia 30 às 19h.
Entrada gratuita. Tempo de duração: 30 minutos.

FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO
Texto e interpretação: Fernanda Fuchs. Direção: Hermison Nogueira e Franco Fuchs. Figurino e cenografia: Katia Horn. Iluminação: Marcela Mancino. Fotos: Vanessa Vzorek

CONTATOS

Fernanda Fuchs, atriz e dramaturga: fone (41) 9645-757; e-mail fcaldasfuchs@gmail.com
Hermison Nogueira, diretor: fone (41) 9610-6240; e-mail hfnogueira01@yahoo.com.br
Franco Fuchs, diretor e assessor de imprensa: fone (41) 8813-3293; e-mail francofuchs@gmail.com
Blog do espetáculo, aqui

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quinta-feira, 21 de março de 2013

CORRENTE FRIA, CORRENTE QUENTE


Com texto premiado, monólogo Corrente Fria, Corrente Quente estreia no Festival de Curitiba. Gratuita, a peça acontece nos dias 29 e 30 de março na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem

O encontro das correntes oceânicas Oyashio (do tipo fria) e Kuroshio (quente) provoca uma abundância de peixes no Japão. Mas, na cabeça da atriz e dramaturga Fernanda Fuchs, o encontro das águas gerou Corrente Fria, Corrente Quente, uma história premiada em 2013 com o terceiro lugar no Concurso de Contos Bunkyo, promovido pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Serviço Social em São Paulo.

A história (transformada em monólogo teatral) nos faz mergulhar na vida de uma menina japonesa e sua irmã em sua eterna espera por seu pai pescador no cais do porto de Naha, em Okinawa. Pai que sai para trabalhar (num dia de fortes chuvas) e nunca retorna, deixando as meninas à merce de cuidados e donas do próprio destino.

O texto e a atuação ficam por conta de Fernanda Fuchs, a direção é de Hermison Nogueira e Franco Fuchs, o espetáculo estreia na mostra Fringe do Festival de Curitiba.

A entrada é gratuita, as apresentações acontecem na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem, no dia 29 de março, às 17h, e no dia 30, às 19h.

Confira todas as informações e os detalhes no blog da peça

e também no site do Festival de Curitiba, aqui

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

DRAMATURGIAS URGENTES

Dramaturgias Urgentes é um projeto/concurso que propõe a dramaturgos brasileiros que radiografem nossa sociedade em textos teatrais inéditos.

Participe deste concurso nacional temático de peças curtas. O tema desta vez é “A nova classe média brasileira: os emergentes”.

Valem o olhar perspicaz, a pesquisa, e as ousadias formais.

As inscrições para participar do concurso podem ser feitas através deste link, de 22 de junho até 2 de julho. Não tem custo e não tem prêmio em dinheiro, só a leitura das peças selecionadas em determinada data e local que você pode conferir no site.

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

COMPANHIA FRAZÃO ESTREIA NA SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO










Espetáculo de rua Companhia Frazão estréia no Fringe com um retrato irreverente da vida dos atores itinerantes. Montagem do grupo paraense Cia. do Intérprete explora o uso de esquetes musicais nessa adaptação da comédia O Mambembe, de Arthur Azevedo


Peleja contínua, a vida dos grupos mambembes não mudou nada desde que o ator grego Téspis, no século VI a.C., pôs pela primeira vez uma máscara e saiu com sua carroça fazendo teatro. Sempre na estrada, em busca de comida, pouso e espaço para se apresentar, eis também a realidade dos personagens de Companhia Frazão, espetáculo de rua que estréia na mostra Fringe, do Festival de Curitiba, no dia 6 de abril (sexta-feira), às 13h, na Praça Santos Andrade. A peça fica em cartaz também no dia 7 às 15h, e no dia 8, às 15h e 17h, no mesmo local, com entrada gratuita.

A montagem do grupo paranaense Companhia do Intérprete é uma adaptação da comédia O Mambembe, de Arthur Azevedo (1855 - 1908). Considerada uma das principais obras do dramaturgo maranhense, o Mambembe fez sucesso especialmente com uma montagem dirigida por Giani Ratto (1916-2005) em 1959, que trazia no elenco atores como Fernanda Montenegro e Sérgio Britto (1923-2011). “O texto de Arthur de Azevedo foi escrito em 1904, e é impressionante como continua atual. Ao contar a história de uma companhia mambembe que luta para sobreviver, a peça mostra como ainda é muito difícil a situação de quem faz teatro no Brasil”, diz o ator e diretor Elderson Melo.

Musical irreverente
Outro destaque da peça é o grande número de cenas musicais, que mesclam diversos ritmos. Há desde sambas a uma ária extraída da Flauta Mágica de Mozart, passando pela folclórica La Bella Polenta, que embala uma verdadeira “dança da fome”, muito apropriada para ilustrar a realidade do ator brasileiro. “A peça é bem para cima e a música não podia fugir disso. Então queremos que as pessoas cantem, dancem, batam os pés e interajam com a gente!”, destaca o músico Daniel D’Alessandro, responsável pelos arranjos e pela trilha sonora ao vivo.

leia neste link o texto completo de Franco Fuchs e confira as fotos de
Vanessa Vzorek

SERVIÇO
Espetáculo
: Companhia Frazão, baseado em O Mambembe, de Arthur Azevedo
Grupo: Companhia do Intérprete (PR)
Direção: Elderson Melo e Hermisson Nogueira
Datas e horários no Festival de Curitiba: 6 de abril (sexta) às 13h; 7 de abril às 15h; 8 de abril às 15h e 17h
Local: Praça Santos Andrade
Ingressos: Entrada gratuita

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quinta-feira, 29 de março de 2012

RETRATO DA VIDA MAMBEMBE










Espetáculo de rua Companhia Frazão estréia no Fringe com um retrato irreverente da vida dos atores itinerantes. Montagem do grupo paraense Cia. do Intérprete explora o uso de esquetes musicais nessa adaptação da comédia O Mambembe, de Arthur Azevedo


Peleja contínua, a vida dos grupos mambembes não mudou nada desde que o ator grego Téspis, no século VI a.C., pôs pela primeira vez uma máscara e saiu com sua carroça fazendo teatro. Sempre na estrada, em busca de comida, pouso e espaço para se apresentar, eis também a realidade dos personagens de Companhia Frazão, espetáculo de rua que estréia na mostra Fringe, do Festival de Curitiba, no dia 6 de abril (sexta-feira), às 13h, na Praça Santos Andrade. A peça fica em cartaz também no dia 7 às 15h, e no dia 8, às 15h e 17h, no mesmo local, com entrada gratuita.

A montagem do grupo paranaense Companhia do Intérprete é uma adaptação da comédia O Mambembe, de Arthur Azevedo (1855 - 1908). Considerada uma das principais obras do dramaturgo maranhense, o Mambembe fez sucesso especialmente com uma montagem dirigida por Giani Ratto (1916-2005) em 1959, que trazia no elenco atores como Fernanda Montenegro e Sérgio Britto (1923-2011). “O texto de Arthur de Azevedo foi escrito em 1904, e é impressionante como continua atual. Ao contar a história de uma companhia mambembe que luta para sobreviver, a peça mostra como ainda é muito difícil a situação de quem faz teatro no Brasil”, diz o ator e diretor Elderson Melo.

Musical irreverente
Outro destaque da peça é o grande número de cenas musicais, que mesclam diversos ritmos. Há desde sambas a uma ária extraída da Flauta Mágica de Mozart, passando pela folclórica La Bella Polenta, que embala uma verdadeira “dança da fome”, muito apropriada para ilustrar a realidade do ator brasileiro. “A peça é bem para cima e a música não podia fugir disso. Então queremos que as pessoas cantem, dancem, batam os pés e interajam com a gente!”, destaca o músico Daniel D’Alessandro, responsável pelos arranjos e pela trilha sonora ao vivo.

leia neste link o texto completo de Franco Fuchs e confira as fotos de
Vanessa Vzorek

SERVIÇO
Espetáculo
: Companhia Frazão, baseado em O Mambembe, de Arthur Azevedo
Grupo: Companhia do Intérprete (PR)
Direção: Elderson Melo e Hermisson Nogueira
Datas e horários no Festival de Curitiba: 6 de abril (sexta) às 13h; 7 de abril às 15h; 8 de abril às 15h e 17h
Local: Praça Santos Andrade
Ingressos: Entrada gratuita

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